Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!


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Mais um dia de férias e glicemias péssimas!

Nossa vida não é cor-de-rosa como o fundo do blog. Nem como muita gente deve achar que é só porque usamos a bomba de insulina. Mesmo com essa tecnologia a nosso favor, às vezes as coisas saem do controle e é legal mostrar isso também. Aproveitando esse meme aqui, vou mostrar o fiasco que foi essa sexta-feira 13 em termos de glicemia (porque o nosso dia foi ótimo)! Na verdade, o estrago começou ontem a noite!

Foi aniversário da minha mãe, teve pizza, bolo, então ela já acordou com a glicemia alta por causa da gordura da pizza. De manhã, trocamos a canula, ela foi ao dentista, tinha uma carie e já ficou nervosa.

Na hora do almoço, fomos pra o Festival do Japão que acontece esse final de semana aqui em São Paulo, e é bem longe de casa. Medi a glicemia e estava 130. Diminuí um pouco a basal pra chegar lá sem ter hipo. Deu certo… 108. Comeu Yakissoba. Dei insulina. E aí começou a comilança …

Começou com um espeto de uva coberto com chocolate. Não medi porque foi bem depois do yakissoba, tipo uma sobremesa, apenas dei insulina pros carboidratos… imaginei 20g de cho… acho que errei feio! Aaahhhh antes disso, beliscou um pouco de Mandiopã que eles estavam dando pra degustação…

Daí, meia hora depois (eu acho), ela viu alguém comendo um crepe de chocolate. Deixei, mesmo porque eu também queria comer. SÓ QUE AÍÍÍÍ…. EU VACILEI…. esqueci de dar insulina. Quando lembrei, medi e adivinha????? HIPER! Óbvio. Corrigi com a sugestão da bomba e coloquei mais uns 20g de carboidratos.

Vários estandes estavam dando coisas pra degustar, e eu nem sempre me liguei de aplicar insulina. Até aula de culinária japonesa ela fez, comeu, e eu esqueci. Ou seja… eu estava no mundo da lua e a consequência foi essa aí que vocês pode ver nas fotos… Sabe aquela história: “ah, uma balinha de côco só não faz nada, um pedacinho de bolachina não faz nada…” Só que junta isso tudo aí e você vê o estrago que dá!!!

Isso prova que a bomba de insulina é incrível sim e ajuda muito, mas ela também depende única e exclusivamente de um manuseio responsável e eficiênte.

    

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Estrabismo X Diabetes

Uma coisa muito marcante que aconteceu com a Vivi pouco antes de diagnosticarmos o Diabetes, além dos sintomas básicos, foi o estrabismo.

De uma hora pra outra, seu olho esquerdo convergeu quase que completamente. Para pegar uma caneta, ou colher, ela precisava de 3 tentativas… as duas primeiras ela sempre pegava o ‘ar’, o ‘nada’  bem ao lado da caneta. Para enxergar melhor as coisas, ela fechava o olho esquerdo e também o coçava muito. ela chegada a se irritar ao precisar focar em algo e o olho simplesmente não deixava. Aí ela segurava o olhinho fechado com a mão e conseguia ver o que queria.

Pouco tempo depois de começar a fazer uso da insulina, o olho melhorou bastante. Fomos no oftalmo que não deu muita bola quando eu disse que achava que tinha sido pelo diabetes. O médico disse que com diabetes ou sem, ela desenvolveria. DUVIDO !!! Foi pedido um teste ortóptico depois de um mês usando o óculos que ele receitou. No teste, a médica disse que ela não tinha estrabismo. E foi confirmado que a alteração da glicemia por muito tempo, o açucar lá, livre, leve e solto, pode SIM ter causado fraqueza no músculo do olho.

Passou a usar tampão, às vezes pede o óculos por estar com dificuldade de enxergar, às vezes não usa por dizer que fica pior COM do que SEM o óculos.

Vai entender. O que eu percebo é que quando a glicemia está muito alta, o olho dá uma mudada… e pelo que a médica disse, isso vai ser sempre assim, por isso a necessidade de exercitar bem esses músculos oculares.

 

 


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Consulta Nov/2009

A consulta foi ótima. O resultado do exame realmente não tava muito bom. 8% não é legal. Ele aumentou 1U de levemir pela manhã… e manteve a da noite. Dei dois dias e já diminuí a da manhã pra 11U de novo e aumentei a da noite para 5U. Ontem, se não me engano, ela foi dormir com 89 e acordou com 233. Já é a segunda vez que ela vai dormir bem e acorda alta. Vamos ver no que vai dar.

Sobre a novorapid… eu mantenho as refeições dela em torno de… 40g de carboidrato no café da manhã e 30/35g no almoço, lanche e jantar… mas não faço a contagem de carboidratos como deve ser feita. Não sei nada sobre o fator sensível (?).. sei de que manhã, até a hora do almoço, ela é mais resistente à insulina… Pra resolver isso e melhorar os valores, marquei uma consulta com a nutricionista dele, dia 15 de dezembro. Já estou anotando o que ela come pra chegar lá com dados reais… pra não perder tempo e fazer os 200,00 valerem muito a pena !!

Ela tem aceitado melhor os legumes e verduras e as frutas de sobremesa. Dá um alíiiivio !!!!!

Sexta feira é feriado aqui. O pai dela vem visitar. Vamos ver o que vai acontecer.

Ah, esqueci de comentar… sábado passamos o dia no clube, ela nadou bastante. Acordou com a glicemia alta esse dia, no almoço ao meio-dia tava com 55. Duas horas depois estava com 45. E às18h com 63… Dá até vontade de ter psicina em casa, não ??

O retorno ficou pro final de fevereiro com uma lista de exames para serem feitos. Isso porque ela vai mudar de escola e certamente sua glicemia sofrerá com a novidade.

A Vittoria é assim. Pode comer a quantidade certinha de carboidratos, a insulina na dose certa… se a cabeça não tá legal… ESQUECE !!!

 


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Apagão X Hiperglicemia

Pois é… porque até o apagão mexe com a vida de uma criança diabética.

Ela estava muito bem no jantar, com 78 de glicemia, comeu direitinho, se deliciou com a carne de avestruz…
Aos piscar das luzes… televisão ligando e desligando ela estava no sofá da sala e eu na cozinha avisei: VAI ACABAR A LUZ, ESTOU AQUI, NÃO FIQUEM COM MEDO…

Não adiantou muito, ela começou a se apavorar e chorar dizendo que não queria ‘passar mal’. O passar mal a que ela se referia é a tão famosa e temida crise de hipoglicemia. Ela teve duas dessas crises mais sérias onde ela parece estar consciente, de olhos abertos porém grita, tem tremores, espasmos e  percebi que também não escuta. Seu maxilar trava e ela não consegue engolir. Parece uma crise de pânico porque em diversos momentos ela olha pra algum lugar, vai arregalando os olhos e começa a gritar e ter espasmos como se algo extremamente assustador estivesse vindo em sua direção fazer algum mal.

Já aconteceu dormindo e segundos antes dos gritos começarem ela me chamou e disse que estava com medo. Eu perguntei do que era esse medo e ela já não respondeu, mais dois segundos e os gritos começaram e eu os reconheço instantaneamente. Acendi a luz e ela estava deitada de barriga pra baixo e também não se mexia. Tinha os espasmos mas não respondia quando falávamos com ela. Meu pai a segurou no colo, (com a gritaria todos vieram ver o que estava acontecendo) enquanto eu ia colocando o mel em sua boca e cuidando para que ela não engasgasse. Em 2 minutos ela voltou como se nada tivesse acontecido. Ela só sabe que passou mal porque percebe o movimento na casa quando retoma a consciência.

Acho que o apagão, tudo piscando e escuro deve ser um indicativo de que ela está passando mal antes de ficar inconsciente. Meu coração ficou muito apertado, senti muita pena dela. Fiz o exame e a glicemia estava em 410… certamente devido ao stress, o medo… cortisol é um inferno.

Conversamos, passeamos pela casa pra ela perceber que não era o corpo dela que estava produzindo aquelas sensações e deixando tudo escuro. Meu irmão e minha mãe também disseram que estavam com medo, e quando ela finalmente percebeu que tudo estava apagado, todos com velas, ela se tranquilizou e conseguimos dormir. Quer dizer, ela dormiu, eu tive que ficar com ela na cama dela e não dormi nada.

A Duda, irmã de Vittoria que faz 5 anos em dezembro, achou tudo o máximo, disse que não tinha medo, andou pela casa no escuro…. mas não dormiu. Ficou bem agitada e segurou minha mãe a noite inteira.

Ser mãe de diabético é ser endocrinologista, nutricionista, enfermeira e PSICÓLOGA !!!