Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!


7 Comentários

Diabetes tipo 1 na revista CLAUDIA !!!

É isso aí, pessoal. Na edição de Natal, capa azul com a Claudia Raia, tem uma reportagem muito legal sobre Diabetes Tipo 1 em crianças e a história de 3 docinhos! A Rafa, o Kenzo e a Vivi !!! Não percam!!

Revista CLAUDIA - DM1 - Dezembro 2011

Publicidade


1 comentário

Day Camp com a escola!

Essa semana recebi um comunicado da escola sobre o Day Camp. A partir do segundo ano as crianças passam um dia nesse acampamento. Das 7h às 18h. Café da manhã, almoço e lanche. Piscina, tobogã, cavalos e muitas outras atividades.

Essa notícia pode gerar pâaaaanico em algumas famílias com crianças que tem diabetes. Não é? Pois bem. É um momento pra se pensar. Não apenas dizer NÃO e ponto final. A Vittoria chegou em casa com a notícia muito mais preocupada se eu teria dinheiro pra mandá-la do que o fato de ter diabetes. Isso porque eu NUNCA, NUNCA neguei um passeio da escola. Mesmo que isso me criasse um desconforto especialmente grande. O desconforto era meu e eu que teria que resolver isso em terapia. Mas ela sempre foi.

Me lembro de abril de 2009. Tínhamos mudado pra São Paulo há pouco tempo, 6 meses de diagnóstico e UMA hipoglicemia severa nas costas. Escola nova e o tal do ACAMPAMENTO surgiu. Eram 3 dias e não apenas UM como esse ano. Eu penei, mas ela foi. Lembro de ter escrito uma carta pra professora com 4 páginas que nem sei se ela leu. Na época, Vittoria usava NPH EM SERINGAS (ninguém ainda havia me contado sobre as canetas) e mesmo assim foi. Mandei várias seringas, NPH na caixa de isopor com gelo, e a professora deixou na geladeira do acampamento.

Até hoje eu não sei como foi. Ninguém me contou nada específico. E nem disseram se ela passou mal ou não. Mas deve ter sido tudo bem pois ela quer ir de novo esse ano, e mais ainda quando descobriu que o lugar é o mesmo !!!!

Dessa vez temos a bomba. É uma novidade pra mim. Vou conversar com o médico pra ver a melhor forma de lidar com isso. Posso criar um perfil especial na bomba só pra esse dia, com doses basais bem menores e também as razões de bólus. Afinal, eu sei que água (piscina) é a mesma coisa que insulina, pra Vivi. Mesmo tomando sorvete e comendo pra caramba, raramente precisa de insulina. Único medo é hipoglicemia, pra variar. Mas eu não posso deixar esse medo dominar e proibir a Vivi de viver, certo?

A professora vai ter um pouco mais de trabalho. Talvez medir a glicemia dela com mais frequência.

Coisas da vida, certo?

Como vocês fazem? Já mandaram seus filhos pra acampamentos que não sejam específicos pra crianças diabéticas? Vocês deixam eles participarem de tudo? Me contem….

Nesse link, você pode ler sobre acampamentos pra crianças com diabetes.


2 Comentários

Apagão X Hiperglicemia

Pois é… porque até o apagão mexe com a vida de uma criança diabética.

Ela estava muito bem no jantar, com 78 de glicemia, comeu direitinho, se deliciou com a carne de avestruz…
Aos piscar das luzes… televisão ligando e desligando ela estava no sofá da sala e eu na cozinha avisei: VAI ACABAR A LUZ, ESTOU AQUI, NÃO FIQUEM COM MEDO…

Não adiantou muito, ela começou a se apavorar e chorar dizendo que não queria ‘passar mal’. O passar mal a que ela se referia é a tão famosa e temida crise de hipoglicemia. Ela teve duas dessas crises mais sérias onde ela parece estar consciente, de olhos abertos porém grita, tem tremores, espasmos e  percebi que também não escuta. Seu maxilar trava e ela não consegue engolir. Parece uma crise de pânico porque em diversos momentos ela olha pra algum lugar, vai arregalando os olhos e começa a gritar e ter espasmos como se algo extremamente assustador estivesse vindo em sua direção fazer algum mal.

Já aconteceu dormindo e segundos antes dos gritos começarem ela me chamou e disse que estava com medo. Eu perguntei do que era esse medo e ela já não respondeu, mais dois segundos e os gritos começaram e eu os reconheço instantaneamente. Acendi a luz e ela estava deitada de barriga pra baixo e também não se mexia. Tinha os espasmos mas não respondia quando falávamos com ela. Meu pai a segurou no colo, (com a gritaria todos vieram ver o que estava acontecendo) enquanto eu ia colocando o mel em sua boca e cuidando para que ela não engasgasse. Em 2 minutos ela voltou como se nada tivesse acontecido. Ela só sabe que passou mal porque percebe o movimento na casa quando retoma a consciência.

Acho que o apagão, tudo piscando e escuro deve ser um indicativo de que ela está passando mal antes de ficar inconsciente. Meu coração ficou muito apertado, senti muita pena dela. Fiz o exame e a glicemia estava em 410… certamente devido ao stress, o medo… cortisol é um inferno.

Conversamos, passeamos pela casa pra ela perceber que não era o corpo dela que estava produzindo aquelas sensações e deixando tudo escuro. Meu irmão e minha mãe também disseram que estavam com medo, e quando ela finalmente percebeu que tudo estava apagado, todos com velas, ela se tranquilizou e conseguimos dormir. Quer dizer, ela dormiu, eu tive que ficar com ela na cama dela e não dormi nada.

A Duda, irmã de Vittoria que faz 5 anos em dezembro, achou tudo o máximo, disse que não tinha medo, andou pela casa no escuro…. mas não dormiu. Ficou bem agitada e segurou minha mãe a noite inteira.

Ser mãe de diabético é ser endocrinologista, nutricionista, enfermeira e PSICÓLOGA !!!