Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!


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[Adolescência] Alterações de humor

Foram inúmeras as vezes em que me arrependi de dar uma bronca e depois ver que ela estava em hipo.

Foram inúmeras as vezes que pedi pra ela medir a glicemia antes da gente continuar uma discussão.

Foram inúmeras as vezes em que percebi que a pessoa que eu estava dando atendimento não estava conseguindo me acompanhar e tivemos que fazer uma pausa, uma glicemia, um copo de suco, uns 20 minutos e então continuar.

Não só eles, que têm o diabetes tipo 1, mas nós, que convivemos com eles, precisamos entender algumas demandas e ter estratégias definidas pra lidar com esse tipo de coisa.

Uma pausa, uma respirada funda, uma glicemia, um café com açúcar ou uma dose de insulina.

E a vida segue…

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Referência: Teen Toolkit – JDRF (Juvenile Diabetes Research Foundation) – disponível online


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DIABETES ou PUBERDADE?

Me lembro dos questionamentos que eu me fazia enquanto ela era criança. Na minha cabeça, tudo poderia ser do diabetes. O momento em que o dente caiu. A dificuldade na escola. O problema de visão. Será que isso é do diabetes? Será que se não tivesse diabetes teria sido diferente?

São questões que nos deixam presas num lugar sem resposta. Não saberemos. Simplesmente não há resposta pra certas questões, especialmente aquelas que começam com “Será que… e se….”

Esse tipo de pensamento pode nos deixar bastante ansiosas. Se algumas coisas são do diabetes ou não, não sei e não saberei, preciso lidar com isso agora, do jeito que a coisa está se apresentando pra mim!

Na adolescência não sabemos se são os hormônios, se são as cobranças na escola, se são os relacionamentos com amigos. Não sabemos se nosso filho será sempre daquele jeito e terá sempre aquele comportamento.

Eu sei que é difícil, mas tente curtir cada fase com o que ela nos apresenta. Eles estão perdidos!! Eles têm muita coisa na cabeça e o diabetes é a última delas!! E tudo bem!

Terminar ensino médio, prestar vestibular, agradar e corresponder ao que os pais esperam, o que os amigos esperam, o que a sociedade espera. Escolher curso, escolher profissão, sair, namorar, ter dinheiro.

Tem lugar pra diabetes aqui não! hahahaha E tudo bem!! Faz parte!! PASSA!!

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Referência: Teen Toolkit – JDRF (Juvenile Diabetes Research Foundation) – disponível online


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“Eu, meus pais e meu diabetes.”*

Nós pais estamos sempre falando d0 diabetes, de como isso nos afeta, de como tratamos nossos filhos, os problemas. Mas, e como eles se sentem? A minha ainda é pequena pra falar. Talvez ela já sinta mas ainda não verbaliza. Não sei. Achei esse depoimento e gostei muito. Por vezes não imaginamos o quanto a nossa super proteção pode sufocar. Eu me sentia sufocada na adolescência e nem tinha diabetes. Imagina se tivesse. Posso imaginar brigar homéricas.

*Diabetes Forecast: http://forecast.diabetes.org/magazine/reflections/me-my-parents-and-my-diabetes

Os pais fazem um grande esforço ao deixar seus filhos crescerem. A minha mãe e meu pai sãopais superprotetores clássicos, pelo menos, eles têm sido desde que fui diagnosticada com diabetes tipo 1.

Aconteceu quando eu tinha apenas 2 anos de idade, então eu não os conheci de outra forma a não ser protetores. Após o diagnóstico, minha mãe largou o emprego como engenheira hospitalar para tomartomar conta de mim e minha diabetes o tempo todo. Meus pais entrevistaram pré-escolas diferentes até encontrar a única escola onde os professores estavam dispostos a medir minha glicemia três vezes ao dia. Eu tinha que ser cuidada constantemente.

Se eu estava mais pálida do que o habitual, mais quieta do que de costume, ou chorando mais do que o normal, então era hora de um exame de sangue. Foi um risco constante cuidar de mim, porque eu nãoconhecia meu corpo suficientemente bem para saber se eu estava bem. Meu pai, que estava frequentemente ausente , trabalhando eme via menos do que a minha mãe, me tratava ainda com mais cuidado do que minha mãe.

Dois anos atrás, meu pai arrastou a família a um nutricionista, em um esforço para melhorar  “todos os nossos hábitos alimentares.” Mas tudo que eu ouvia era ele atormentado sobre minha figura em forma de pêra e o peso extra que carregava.

“Eu simplesmente não posso deixar de pensar que o ganho de peso e sua A1C  maior seja devido à sua saída da equipe de natação”, disse à nutricionista. “E além disso, chego em casa e ela está sempre assando um bolo ou biscoitos.”

Quando meus pais tentaram me ajudar a comer direito para controlar a minha diabetes, parecia que eles  estavam apenas reclamando sobre o meu peso. “Talvez você não devesse comer isso. Você está ganhando um pouco de peso.”, meu pai dizia-me durante o jantar.

Seu amor e cuidado pela minha saúde e diabetes eram sufocantes, e eu senti como se aquela bolsinha de peso extra na minha barriga estivesse subindo e se envolvendo em torno do meu pescoço em um esforço para me estrangular.

Dieta, exercício e minha diabetes continuam a ser um problema em minha casa. Mas eu comecei a dançar como uma nova forma de exercício. Fiz alterações na minha dieta. Meus pais ainda me questionam, e ainda temos brigas, mas eu me sinto mais confiante em cuidar de mim e saber que tenho o controle.

Como eu estou controlando minha saúde melhor, eu também estou tendo mais responsabilidade sobre minha vida. Meus problemas com diabetes não são meu foco principal mais. Meus pais me permitem tomar minhas próprias decisões. Vou até passar duas semanas na Espanha neste verão.

É esta liberdade a mais  que levou-me a realmente controlar minha diabetes. Como estou me aproximando de uma vida na faculdade longe do olhar atento dos meus pais, eles deixaram mais do fardo para mim. Eu agora controlo praticamente todos os aspectos da minha diabetes. Sei que nunca vai desaparecer, e posso nunca ter um controle perfeito, mas o apoio e liberdade que meus pais me deram me ensinaram que vale a pena tentar.

Julie Hooper tem 17 anos e está no último ano do colegial e planeja ir à faculdade no próximo ano.