Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

Viver com Diabetes: Aceitar, mudar, cuidar….

3 Comentários

Então …..eu tô aqui estudando, pra variar, num sábado a noite, e achei algo bacana que quero compartilhar. Certeza que escolhi o curso certo pra fazer! =)

Artigo da Revista Brasileira de Enfermagem: Pessoas com Diabetes Mellitus: suas escolhas de cuidados e tratamentos
Disponível aqui: http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n3/a09v59n3.pdf

“A literatura em antropologia da saúde que aborda o itinerário terapêutico, tem como principal objetivo interpretar os processos pelos quais as pessoas ou grupos escolhem, avaliam e aderem ou não a determinadas maneiras de tratamento. Este objetivo fundamenta-se na evidência de que as pessoas encontram formas diferentes de resolver seus problemas de saúde(3).

As pessoas interpretam certos tipos de práticas como mais adequadas para lidar com sua doença, de tal forma que se considera que os padrões de seleção entre as alternativas terapêuticas sejam definidos por certas situações de enfermidade(3).

A centralidade do subsistema profissional pode estar relacionada ao fato das pessoas que integraram o estudo estarem vinculadas a instituições de saúde no momento da coleta de dados, portanto buscando tratamento profissional. Outro fator que merece ser destacado é o fato do diabetes ser considerado “doença de médico”(4), onde o conhecimento da biomedicina tem forte influência no conhecimento popular, talvez devido a falta de um repertório consolidado sobre o tratamento do diabetes neste subsistema.

O anúncio do diagnóstico do diabetes afeta diferentemente as pessoas, podendo causar, inicialmente, sentimentos de negação e revolta. Estes sentimentos constituem mecanismos de defesa, que, aos poucos, vão se agregando à realidade vivida pela pessoa(11,12). Neste movimento de adaptação/agregação ao modo de vida, é necessário oferecer às pessoas uma disposição de compreender sua condição e o momento que estão vivendo.

O ser humano, no seu processo de desenvolvimento, descobre suas capacidades, possibilitando assim a sua recriação como pessoa através da integração de novas experiências e idéias, seleciona seus valores e ideais, reconhecendo sua autonomia e possibilidades de escolhas, mesmo que isto seja envolvido por sofrimento. Nesta concepção é preciso aceitar o sofrimento como parte da vida, não como um fim em si mesmo, mas como algo que precisa ser enfrentado e transcendido(1).

O cuidado requer conhecimento, honestidade consigo mesmo, confiança naqueles que estão envolvidos no processo de buscar a saúde, humildade, esperança e coragem(13).

Viver com diabetes pode parecer difícil e o processo de aceitação ser lento e influenciar suas escolhas. No entanto, o exercício da autonomia para decidir sobre o que deseja para si, escolhendo as modalidades terapêuticas que consideram mais adequadas e efetivas, leva as pessoas a expressarem sua liberdade na construção de um viver saudável(14).

As pessoas ao incorporarem o diabetes no seu processo de viver, não o vêem como uma entidade à parte, mas afetando o seu modo de vida, que pode trazer uma perspectiva negativa, mas também pode promover um desejo de lutar para a construção de um viver saudável. Nesta última situação é necessário compreender que saúde e doença estão interligadas, pois “saúde e doença são construções sociais, uma vez que a pessoa é doente de acordo com classificações, critérios e modalidades de sua sociedade”(4).

Percebemos que o maior impacto do viver com Diabetes Mellitus está relacionado à necessidade de realizar mudanças no cotidiano. Assim, a pessoa circula por várias modalidades terapêuticas até perceber aquela ou aquelas que lhes são mais convenientes, tanto do ponto de vista do bem estar físico, quanto de como esse cuidado ou tratamento passa a se integrar ao seu cotidiano. Sentimentos como o medo e a tristeza, muitas vezes, colocam as pessoas em situações com as quais elas próprias sentem-se impossibilitadas de lutar. A condição crônica parece inicialmente imobilizar a pessoa. Contudo, é na trajetória que realizam nos diferentes subsistemas de saúde (popular, familiar e profissional) que a pessoa começa a entender, assimilar e construir seu processo de mudança.

Tendo como referência este conhecimento construído a partir das interpretações que as pessoas fazem do viver com diabetes mellitus, retomamos o ponto de onde partimos, que é o reconhecimento da liberdade de escolha que cada pessoa tem. O compromisso do profissional de saúde passa a ser de oferecer suporte para que as pessoas possam exercer essa liberdade de forma consciente, reconhecendo as implicações de suas escolhas a partir de diversificados conhecimentos, sejam eles os da biomedicina ou dos demais subsistemas de cuidado a saúde.

A complexidade das ações de enfermagem, especialmente a educação em saúde, requer não somente ações voltadas ao indivíduo, mas também ações coletivas como estratégia para que as pessoas e as comunidades alcancem saúde e bem-estar(15).”

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3 pensamentos sobre “Viver com Diabetes: Aceitar, mudar, cuidar….

  1. Exercício diário: aceitação, vigilância, cuidado e coragem…

  2. Muito bom gostei, estão de parabéns por compartilhar tanto conteúdo de qualidade grátis e as historias de superação contra a diabetes, é disso que precisamos de pessoas que façam a diferença.

  3. Nicole, um membro da minha família descobriu o diabetes a pouco tempo, por isso, pesquisei e descobri seu blog.

    Parabéns pela iniciativa!

    http://www.programadiabetescontrolada.net

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