Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

Ter um filho para curar a doença do outro?

5 Comentários

Estava passeando pela internet, procurando materias para um trabalho da faculdade e parei nessa aqui:

Bebê geneticamente selecionado cura doença da irmã

A mocinha que precisa do transplante se chama Maria Vitória. Mesmo nome da minha filha e que me levou a ler a materia.

Enquanto lia, lembrava de um filme que assisti e que mexeu muito comigo e que ilustra essa situação. Vocês já assistiram? Já falei dele aqui no blog.

A pequena Anna não é doente, mas bem que poderia estar. Por treze anos, ela foi submetida a inúmeras consultas médias, cirurgias e transfusões para que sua irmã mais velha Kate pudesse, de alguma forma, lutar contra a leucemia que a atingiu ainda na infância. Anna foi concebida para que sua medula óssea prorrogasse os anos de vida de Kate, papel que ela nunca contestou… até agora. Tal como a maioria dos adolescentes, ela está começando a questionar quem ela realmente é. Mas, ao contrário da maioria dos adolescentes, ela sempre teve sua vida definida de acordo com as necessidades da irmã. Então, Anna toma uma decisão que seria impensável para a maioria, uma atitude que irá abalar sua família.

E aí fica aquela pergunta no ar. Se essa fosse uma alternativa pra cura do diabetes, vocês teriam outro filho? Vocês fariam uma fertilização in vitro de um embrião geneticamente selecionado para curar seu filho com diabetes? Até que ponto vale interferir na natureza? Pra quem acredita em Deus, isso não seria brincar de ser Deus? Devemos fazer tudo por um filho? E essa outra criança? Como fica?

Até assistir o filme eu tinha uma opinião. Depois dele, mudei. Hoje, eu não ‘desenvolveria’ um irmão capaz de curar a Vivi. Porém, o tratamento do diabetes é muito mais simples do que o tratamento da Maria Vitória da reportagem. Mas e aí? Mesmo assim vale?

E deu certo! A menina está curada! Vejam…

Transplante inédito de cordão e medula cura menina com talassemia

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5 pensamentos sobre “Ter um filho para curar a doença do outro?

  1. é…. complicado… so faria isso caso fosse para fazer um transplante que não afete a vida do filho doador.

  2. È uma decisão tão complexa…mas também tão egocentrica/altruísta não há palavras para a definir? No entanto admiro as pessoas que fazem isso, para mim será sempre uma forma de amor e o novo filho será gerado com um amor para lá do infinito….

  3. Inúmeras vezes passou pela minha cabeça essa possibilidade de gerar mais um filho para congelamento de células tronco, tenho a Maria Eduarda DM1, com 14 anos de idade muito dona de si, com opinião formada e algumas vezes ela já me questionou se eu seria capaz de ter mais um filho caso a cura viesse através das células tronco. E eu sempre respondi que sim, que prá vê-la bem , saudável e feliz eu teria sim outro filho(a). “BRINCAR DE DEUS” acho que não, penso sim numa possibilidade de cura, numa esperança, e claro ser verdadeira sempre para que na hora do questionamento ” se minha irmã não fosse doente eu não teria nascido, eu não existiria” a pergunta seja respondida de maneira verdadeira, de maneira sincera, que somente no dia em que nossos filhos forem pais vão saber a resposta….

  4. antes de ter minha filha eu queria muto congelar as celulas troncos parecia um precentimento, ainda meu marido disso não precisa pois não temos histórico na familia de doenças auto emune… 1 mes e meio depois meu filho foi diagnosticado com a DM1 … estamos na jornada a 1 mês, seu blog tem ajudado muito, o seu e de vários outros que vejo estamos ainda em aprendizado

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