Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

O que mudou na sua vida após o diabetes?

15 Comentários

 

O que mais mudou eu não sei! Mas muita coisa mudou!

Pra começar, mudamos de cidade. Estávamos morando numa cidade pequena do interior de Minas Gerais, sem médico especialista, nem insulina pra pronta entrega. Acabei voltando pra São Paulo. Essa foi a primeira grande mudança.

Deixar toda a liberdade que eu tinha de lado e morar com meus pais novamente. Eu tinha minha casa, meus empregos e larguei tudo. Vim pra São Paulo apenas com um emprego garantido, o que já é de bom tamanho.

Estado novo, cidade nova, emprego novo, escola nova.. ROTINA NOVA. Ter horários rígidos pras refeições. Ter que cortar coisas que gostávamos muito de comer. Foram mudanças muito importantes na nossa vida. Acredito que para o bem de todos, já que do jeito que as coisas andavam, estávamos fadadas ao diabetes tipo 2. Vida muito mansa, sempre comendo fora com amigos, beliscando porcaria na casa dos vizinhos…

Hoje essas coisas todas estão melhor incorporadas. Mas o que me incomoda mais é a minha liberdade mesmo. Não é mais qualquer pessoa que fica com a Vittoria. Nâo é simplesmente sair e deixá-las com o vizinho. Existe uma série de coisas por tras desse “ficar com alguém”. Precisa de planejamento, estratégias, informação. Precisa ficar disponível 100% do tempo. Essa cobrança me cansa muito e acho que foi isso que mudou mais. Essa responsabilidade. Esse “não poder descansar” um dia sequer!

Mas tudo isso faz parte, a gente muda mesmo e se adapta. E vai levando a vida da melhor forma possível.

Penso que na vida da Vittoria, não houve muitas mudanças. Ela tinha apenas 5 anos, acredito que em breve nem vai saber como era a vida ANTES do diabetes. A mudança maior mesmo, quem sofreu, fui eu!!

E vocês? O que mudou?

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15 pensamentos sobre “O que mudou na sua vida após o diabetes?

  1. Fiquei mais próxima de Deus!!!E como é bom sentir ele no controle da glicemia da Sofia, de vez em qdo me acorda na madrugada para avisar que a glicemia esta baixa, ja chegou a 12…… medi os 5 dedinhos não acreditando no aparelho, mas sei que Deus é fiel e não me desampara…. Em 2012 a dosagem da Lantus esta diminuindo, pois acredito que a Sofia esta com diabetes e no tempo de Deus ela será curada!!!Enquanto isso bora controlar a alimentação e a orientação médica!!!Deus abençoe a todas as mães guerreira e que tenha fé que Deus moverá as montanhas!!!!

  2. Pois é amiga, por coincidência ou não, ontem eu e meu esposo estávamos falando disso, como a nossa vida mudou, foi um giro de 360º. Tudo o que vc citou faço suas as minhas palavras, só não mudei de cidade, parece que vc estava falando de mim. Para começar a acrescentar algo vou falar de como começou. Em janeiro de 2011, descobri que estava grávida, com meu filho já com seus 8 anos, o susto foi grande, ganhei o bebê em setembro, quando ele estava com 2 meses e alguns dias meu filho mais velho foi diagnosticado com a diabetes tipo 1, nem vou falar da correria que foi, mas depois além de ter um bebê com 3 meses meu filho mais velho já com 9 anos que vivia na casa do primo, da vó, sendo já um pouco independente, teve que novamente ser tratado com todas as atenções de um bebê, as vezes até brinco dizendo que tenho dois bebês, sem falar que na maioria das vezes a preocupação maior ainda é com ele e não com o bebê. Mas é como falo para todos, no começo a diabetes parece um bicho de sete cabeças, depois a gente percebe que esse bicho nem tem tantas cabeças assim, hoje vejo que ela nem é um bicho, só precisa ter muita, mas muita atenção, medo, acho que vou ter sempre, preocupação, nem se fala. É sempre a mesma coisa, balinha para prevenir, não esquecer os horários de lanche, vida regrada, dormir até mais tarde, nem pensar, mas se tudo isso garantir um futuro melhor para ele todo meu esforço valerá, ainda será pouco diante da recompensa.

  3. Mudou bastante a nossa rotina. A Sophie foi diagnósticada há 3 anos, entrou em coma antes, pq recebeu na época um outro diagnóstico. Ela usa a bombinha de insulina, e faz a contagem de carboidratos. Não fazemos uma dieta restrita a doces. Ela come de tudo, mas não em grande quantidade. Pq vcs no Brasil mudam sempre a alimentção qdo uma criança é diabética? Aqui na Holanda não falam pra fazer uma dieta especifica, apenas dizem que a insulina aplicada em grande quantidade, engorda. Abraços a todas!

  4. Minha vida assim como a da Andréa Squisati (comentário anterior ao meu) também mudou. Deixei meu emprego e comecei a viver inteiramente para meu filho, que foi diagnosticado com 6 anos. Sou muita grata a Deus por ter condições de poder acompanhá-lo de perto e de ter como auxiliá-lo sempre. No começo não conseguia dormir direito, mas agora com mais experiência estou me adaptando e observei que posso dormir em paz, somente o sinto à noite, caso muito suor, é hipo… mas até hoje nunca…. nunca ele teve que ir ao Hospital por causa da Diabetes. E creio muito que DEUS vai mandar a cura para nossos baixinhos e creio também no mover das montanhas Andréa Squisati…. Parabéns mães Pâncreas! Parabéns para nós.

  5. Bom, a vida da gente muda completamente.Por mais que digam que ter diabetes, é só controlar e ter uma vida normal.Mas o problema é controlar.Se só ser mãe, é uma enorme responsabilidade, ser mãe de uma criança diabética, é muito mais.É ficar torcendo para que os números do glicosímetro sejam bons.É ficar o tempo todo fazendo conta nas horas das refeições.É fazer de um tudo para o exame da tal hemoglobina glicada dar um número bom também.É ter que ouvir queixa e reclamações do filho, quando não quer fazer o que tem que ser feito.Para eles então, como disse a Nicole, muda muito mais, afinal são eles que tem a diabetes.Se para nós, mães, já é difícil, imagina para eles.Bom, como tenho ouvido ultimamente, nós nos tornamos o pâncreas deles, e isso é uma mudança e tanto, não é?Muita força e paciência, para todas nós…mães de crianças diabéticas!

  6. Nicole, como te entendo nesse “nao poder descansar nem um dia sequer”, pois foi exatamente o que eu mais senti. Te confesso que em relação a hábitos alimentares e atividade física quase nada mudou, para nossa sorte, eu já vinha criando ela num estilo bem saudável! O que ela mais sente, com toda certeza, é nao poder dormir na casada avó qdo bem quer e sei que para minha sogra isso também dói, mas ela se recusa terminantemente a aprender a fazer Glicemia e insulina…… Então, paciência! Ela ainda tem 4 anos. Qdo aprender a fazer sozinha, ela vai, né?
    Bjos e de certa forma vc me aliviou, pois sempre tive muita culpa por querer descansar só um dia sequer

  7. Olá. Também tenho uma filha diabética, com 10 anos. Descobri faz uma ano pois já sabia quando os primeiros sinais apareceram, uma vez que tenho dois irmãos diabéticos e já conhecia o distúrbio. O que mudou foi que senti na pele a ignorância que ainda assola o Brasil frente a esse problema. Quando vc vê profissionais da saúde falando par sua filha que ela logo via sarar (!!!), ou nutricionistas impondo dietas impossíveis, professores que confundem ainda mais a cabeça de seu filho e por aí vai. Falha de atendimento frente a uma hipoglicemia, mesmo quando vc explicou para toda a equipe da escola o que fazer. Mas, como estou instruindo minha filha, ela deve ficar atenta. Como mãe, vou pegar emprestado um comentário que vi em uma revista: EU SOU O PANCRÊAS DO MEU FILHO. A atenção é redobrada. O sapo não desce pela garganta, embora saiba que cada um tem um caminho aqui na Terra. Embora seja difícil a aceitação, tento deixar o dia a dia dela o mais normal e confortável possível. Parabéns pelo blog. Um abraço.

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