Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

Mais uma hipoglicemia severa pra coleção!

14 Comentários

Minha intenção com esse post não é assustar. Nâo é fazer com que sintam pena das crianças que tem diabetes. Nada disso.
É apenas pra dividir uma experiência ruim, no meio de tantas boas que temos. De repente, alguém pode se beneficiar disso aqui. Pode estar mais preparado caso passe pela mesma situação.

Quinta feira. Dia que a Vivi tem educação física na escola. Nesse dia, sempre no lanche, ela seleciona a opção EXERCÍCIO, na bomba, que automaticamente faz um desconto de 10 a 20% no total de insulina que ela deve tomar.

Chegou em casa com glicemia em 133. Fizemos uma pequena correção (0,3u)e ela almoçou arroz, estrogonofe e batata palha (3,3u). Depois comeu 4 bis (1,7u) que ganhou de uma colega da escola. Eu acho que errei na contagem, coloquei 40g cho e sempre coloco 35 ou 30. Nâo sei explicar porquê fiz isso. E acho que errei no bis… contei como 5g de cho cada, e acho que eram 4. Nem parece muito, mas são 4g a mais, mais 5, 10g a mais do almoço. Dà um belo estrago. Porém, não o suficiente pro que aconteceu nesse dia.

Sempre às quintas, ela tem sessão de psicomotricidade com a fisioterapeuta. Nunca teve hipo, desde o começo do ano.
Semana passada passamos das 15h30 pras 14h30.. nesse dia, semana passada, chegou com 50 na sessão. Achei que fosse um episódio isolado.

Nessa quinta 25-10, com esse tanto de insulina, não conseguimos nem chegar. Nosso trajeto leva 30 minutos… Em uma hora, ela foi de 133 para 31… isso porque tinha acabado de almoçar e comido 4 bis.

Estavamos no carro, em movimento. Tive que parar no meio da avenida pra medir a glicemia. O primeiro sintoma que ela teve foi um piti absurdo porque estava com calor. Começou a gritar histérica que tava com calor e que queria voltar pra casa. Isso já foi suficiênte pra eu perceber algo errado. Ela adora a fisioterapeuta! Se no meio do caminho dá piti porque não quer ir, tem algo errado.

Pedi pra ela pegar minha bolsa. Ela já não conseguiu. Já não me ouvia, ou não entendia, não sei. Paralizou. Foi quando parei o carro e peguei, medi a glicemia acho que em 1 minuto e deu 31. Puxei o freio de mão alí mesmo e comecei a dar o mel. Nesse minutinho, ela apagou. Fechou os olhos e a cabeça caiu de lado, como se ela tivesse dormindo pesado.

Fiquei perguntando se ela tava acordada e fazia que sim com a cabeça. Pedi pra abrir a boca e ela abriu. Ou seja, não estava completamente inconsciente, mas não conseguia ficar acordada nem controlar o peso da cabeça. Nessa hora, a Duda começou a me ajudar segurando a cabeça dela numa posição fixa. Ela ainda tinha o reflexo pra engolir. (Ufa!)

DEpois de 4 sachês ela abriu o olho e começou a gritar de calor. Nesse momento eu já tinha voltado a dirigir. Quando olho pro lado, a cabeça caída de novo. Apagou de novo. Parei novamente o carro e dei mais 2 sachês. Foi o que eu achei. Não achava mais nada. Arranquei a roupa dela e liguei o ar condicionado. Ela parecia estar melhorando mas não “acordava”.

O tempo todo fiquei perguntando se ela tava acordada. Não sei porque. E ela fazia que sim com a cabeça. E eu ficava mais tranquila pois era sinal de que não estava desmaiada.

Chegamos na clínica e eu estacionei na rua. Esse trajeto aí deu uns 10 minutos. Menos até. Medi novamente e tava 61. Desliguei a bomba e não achei mais nenhum mel. Agora eu tinha que esperar uns 15 minutos pelo menos. Nâo adiantava ficar enchendo a menina de açúcar.

Mais um tempo e a glicemia foi pra casa dos 80. Nessa hora ela conseguiu abrir os olhos. Mas não me ouvia. Não falava. Ficava me olhando com cara de peixe morto. Eu falava, abraçava, chacoalhava e ela simplesmente nem piscava. Aí eu me apavorei. Ela olhava tudo que tinha em volta mas parecia não entender nada.

Ela disse: Mãe, agora estou ouvindo. Como se estivesse bêbada, com a lingua enrolada. Tentou falar mais alguma coisa e desistiu.

Eu achei que ela já tava sequelada… que ia ficar assim pra sempre… Gente, sem brincadeira. Nem a gente pensa direito. Queria tirar ela logo do carro e dar mais açúcar, mas ela não entendia o que eu dizia.

Ela disse: Mãe, agora estou vendo.

Perguntei se ela conseguia levantar. Fez que sim com a cabeça. Saí do carro, dei a volta, a Duda também desceu e abri a porta do lado do passageiro. Por sorte, ela estava na frente. O que facilitou minha vida.

Olhei pra ela, estendia  a mão pra que ela pegasse e levantasse e nada. Aquele olhar de peixe morto de novo. Eu chamava e ela só me olhava. Nâo respondia nem piscava. Aí eu sentei e rí de nervoso. Não sabia mais o que fazer.

“Mãe, eu quero ir pra Cris de carro” – ela disse. Mas nós já estavamos lá. Ou seja. Ela não registrou o caminho todo. Nada.

E aí, estendi a mão novamente e ela conseguiu sair do carro. Ainda sem falar muito nem entender o que estava acontecendo. Ela também não me perguntou. Parecia que tinha acabado de voltar de uma anestesia. Foi horrível.

Na verdade, foi melhor do que uma convulsão, vamos combinar!

Entramos na clínica, ela comeu bolacha água e sal e continuei medindo a glicemia. Agora 123. E ela se queixava muito de dor de cabeça. Perguntei se ela lembrava de alguma coisa e ela disse que não. E não me perguntou o que aconteceu.

Não tivemos a sessão e ficamos por lá, uma hora, até eu me acalmar e ela estar 100%. Nesse tempo, achei um pacote com 10 sachês de mel na minha bolsa, que no desespero eu não enxerguei. A glicemia estava 155. Ficou uma hora com a bomba desligada.

Ela estava bem de novo.

E eu com essa situação pra elaborar… nas vésperas de um acantonamento com o Grupo Escoteiros. Que inferno.

Achei que ia chorar muito, que não ia conseguir dormir. Mas fui pro facebook e conversei com meus amigos que vivem a mesma coisa que eu e consegui ficar tranquila. Dormi bem, acordei muito melhor e nada de medir glicemia de madrugada.

Difícil continuar sem neuroses, mas é preciso.

Um dos depoimentos que me comoveu mais, foi da Letícia, a educadora que nos ajudou com a instalação. Ela tem diabetes e já passou por isso com a família…

Leticia Fabri E ela não lembrará mesmo. Talvez seja um mecanismo de defesa que nos poupa de imagens horriveis de quem realmente nos ama desesperado para nos trazer de volta. Das 3 vezes que convulsionei…simplesmente acordei como se nada tivesse acontecido e bem. Não ótima claro, letargica, indisposta, mas bem…não assustada. As hipers sao uma bosta para nós pacientes, nos frustam, mas a hipo… a hipo mata e rapidinho e quem mais sente eh quem esta la para nos acudir. Tenta relaxar… não foi a 1a e não sera a última (sorry, mas vc sabe rs), vc foi otima (desesperada mas otima!!), ela ta viva e conversa com a Duda (minhas irmas carregam esse trauma da 1a confunsao ate hj, elas quem viram…) Eeeee, faz mto bem…AME 🙂:)

E eu ainda tinha que cuidar da Duda. E de toda aquela situação que ela tava vivendo. Ela achou que a irmã ia morrer. Diversas vezes disse: Mãe, mãe, leva ela pro hospital. Mãaae, ela vai acordar? Olha a cabeça dela, mãe, ela morreu? Isso tudo ia cortando meu coração ainda mais. De noite, pude conversar muito com ela e explicar tudo direitinho, mas não sei o que ela guardará desse momento. Hoje elas estão super amigas e trocando carinhos. Assim como eu. Ficamos diferentes nas semanas seguintes. Essas situações mexem muito com a gente. Vemos como não controlamos nada apesar de tudo que fazemos. E que perdemos muito tempo com bobeiras, coisas insignificantes e deixamos de viver!

Pessoas… como alguém já dizia… o seguro morreu de velho. Tenham coisas na bolsa, no carro,  nos lugares que frequentam!

Essas foram as glicemias do dia. Foram 14 medições ao todo!

  

Depois ela me contou, que não foi a educação física que foi “forte”. Ela tá jogando queimada todos os dias no recreio! E esse detalhe ela nunca tinha contado! Disse que corre mais do que na educação física… ou seja… terei que rever a quantidade de insulina pro lanche e a do almoço também! Já que esse exercício todo parece ter um pico às 14h !!

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14 pensamentos sobre “Mais uma hipoglicemia severa pra coleção!

  1. Olá, Nicole. Que susto. Aconteceu com a Ana Clara. Estava no hospital desde quando descobrimos a Diabetes. De madrugada percebi que ela suava muito. Chamei a Auxiliar de Enfermagem que fez o dextro. Resultado 33. Eu possuia menos de 15 dias como cuidadora. Tirei a Ana da cama e coloquei-a no sofá. A Auxiliar foi procurar algo pra ela comer…Comer??? Ela não ficava sentada. Foi um desespero. Peguei o açucar que sobrou do meu café e coloquei na gengiva dela (como a Dra. Dulce havia ensinado). Que nada. Não parava sentada. Nada da Auxiliar de Enfermagem. Foi quando lembrei…coisas de Deus…da minha sobremesa…doce de abóbora e com muuuuuuito açucar. Pegue do frigobar e com muito custo ela comeu. Ufa!!! Quando a Auxiliar chegou…com uma maça….. ela já estava com os olhinhos abertos. Que noite foi aquela. São quase quatro anos e até hoje os dextros são feitos religiosamente também de madrugada. Até hoje agradeço a Deus por não ter me feito comer aquele doce de abóbora. Sei que a intenção da Auxiliar de Enfermagem foi a melhor, mas ninguém teria conseguido fazer a Ana comer aquela maça. A partir daquela noite, não fico mais sem doces. Vou incluir o mel nas minhas bolsas, carro, etc. Bjs. a todas.

  2. noooossa nicole, me deu até um mal estar só em ler essa história! com a bomba vem mais hipos??? abs Rosário (mãe do Rafa)

  3. Que desespero meu Deus meu filho tem 12anos e é diabetico a 1ano e 3meses, nunca passamos por isso nem sei se suportaria me desespero só de pensar ,ele não usa bomba estamos vendo se vamos optar por ela mas dá um medo…muita saúde pra sua baixinha.

  4. Nossa que coisa doida,eu lendo tudo e me vendo nessa situação,mais uma veis eu te agradeço por vc escrever esse blog.

  5. Minha querida, já passei por isso, sei como é traumatico,mas depois vemos nosso filho bem!!!! isso é tudo q importa. . . bjs

  6. Olá, Nicole.
    Realmente, é uma experiência bastante intensa esta da hipoglicemia severa. Intensa para o paciente, e também para quem o acompanha. Imagino o quão intensa deve ser, no caso da relação mãe-filha. Porque no meu caso de esposo de paciente que está diabética (embora minha esposa tenha diabetes tipo 1 há quase 20 anos, ainda assim costumo utilizar o verbo “estar” ao invés do “ser”, pois tenho muita fé na cura), já presenciei e vivi este drama algumas vezes (de seis a dez, não me lembro bem). Com direito a convulsões e ter que carregá-la desacordada para Pronto-socorros. A primeira vez (uma madrugada), na qual ela convulsionou, tivemos a sorte de eu acordar e perceber que ela estava bastante suada. Depois daquilo é que aprendemos a importância de ter sempre em casa uma injeção de Glucagen (glucagon), a qual sempre temos em casa e carregamos em nossas viagens, num recipiente térmico. Mas não dá para andarmos com Glucagen para cima e para baixo, devido a esta questão de mantê-lo em baixa temperatura. Por isso, no quotidiano dela ela sempre anda com sachês de açúcar refinado e blisters de “Gil Instan”, que tem resposta mais rápida.

    Houve uma outra vez também que ela teve problemas de perda de consciência em lugar público, durante o dia. Um anjo da guarda a levou para uma Unidade Básica de Saúde, próximo daonde ela estava. De repente, recebi um telefonema do celular dela deste anjo, dizendo que ela tinha passado mal, mas que já estava medicada, e que era para eu ir buscá-la. Vai ficar para uma outra vida eu entender esta benção de esta pessoa ter acudido a minha esposa, no tempo certo. Jamais vou poder recompensá-lo de acordo.

    Mas enfim, gostaria de passar algumas dicas:

    – para os usuários de bomba: lembrar de desligar a bomba o quanto antes, nestes casos de hipo severa. Se a situação estiver muito tensa e não conseguir interromper o fornecimento de insulina, simplesmente desconecte a bomba do corpo da paciente.
    – ter sempre o Glucagen em casa
    – o paciente nunca deve esquecer de andar com suplementos de glicose consigo
    – açúcar refinado na gengiva e debaixo da língua, em casos de hipoglicemia. Ingerir umas colheradas de açúcar também.
    – o “Gil Istan” tem mostrado dar uma resposta mais rápida do que o açúcar

    Outra coisa: às vezes, o paciente fica com uma certa preocupação (para não dizer obsessão), de manter a taxa de glicose no sangue o mais dentro possível da normalidade (70 a 110), visando diminuir ao máximo os riscos para a saúde que a taxa alta traz. Nada contra esta meta, que deve ser sempre buscada. Mas recomendo ter cuidado para que o número de hipoglicemias não aumente muito ao buscar esta meta, pois o paciente pode começar a não perceber as hipos(os médicos chama de hipoglicemias assintomáticas), o que é muito perigoso.

    Não sou médico, muito longe disso. As minhas dicas acima são baseadas na nossa experiência pessoal. Portanto, se alguém aqui quiser complementar ou corrigir alguma coisa, fiquem à vontade. Sairemos todos ganhando com isso.

    Por fim: Nicole, mais uma vez, parabéns pelo excelente trabalho. Você está prestando um trabalho de valor incalculável, para todos nós que vivemos o dia a dia do diabetes. Muita saúde para você, Vivi e todos de sua família.

    PS – uma boa notícia: minha esposa e eu conseguimos via ação judicial o Smart Control e as tiras dele, para atuar junto com a Bomba, a qual havíamos conseguido via Ação Administrativa. É a melhor notícia que tivemos nos últimos tempos.

  7. Complementando o meu comentário anterior:
    – concordo com o comentário que a Nicole postou, da Letícia Fabri: nada de ficar tenso com esta situação da hipo severa. O negócio é relaxar, porque esta situação faz parte. E com o tempo a gente vai pegando o traquejo, e esta situação vai ficando mais rara.
    – uma coisa é não ficar tenso, porque tensão é um sentimento que joga contra. Outra coisa é ficar “Sempre Alerta”, como o lema dos Escoteiros. Ficar alerta não tem nada a ver com ficar tenso. E é mandatório ficar alerta com tudo o que se passa com o paciente que tem diabetes.
    – A bomba ajuda pra caramba a manter a taxa regulada, mas tem que muito cuidado para regular bem o perfil da insulina basal e calcular bem direitinho a taxa de carboidratos das refeições. É uma questão de ficar observando, anotando os valores dos testes de ponta de dedo, e ir assim chegando no perfil o mais adequado possível. Perserverança é a palavra-chave aqui

  8. Sufoquinho heim amiga…. Dificil pensar que ainda vamos passar por algumas situações difíceis como essa em nossa vida, né?!?!?! Mais uma lição e Bola pra frente!!!!!
    Beijinho pra vcs!!!!!

  9. Oi, Nicole!ainda não passei por isso com a Marilia e te confesso que é o meu grande medo! Mas como vc mesma disse no inicio da postagem…..historias como essa não servem para me assustar, mas para me dar um suporte, preventivo, de como agir, do que ter à mão nessas horas…..enfim te agradeço por dividir suas experiências !
    Beijo a vc e nas meninas

  10. Pois é….lendo o seu texto, voltei a minha memória de + ou – 10 anos com o meu filho Rafa, DM1 há 19 anos. Passei por momentos terríves de mãe de DM1. Creio que vc passou por um momento extremamente delicado.  Tudo passa, somos fortes e Deus nos ampara. Mãe é mãe! Abraço, Tere

  11. OLA,SOU MAE DO GABRIEL DE 2 ANOS E 5 MESES , JA PASSEI POR SITUAÇOES BEM PARECIDA O MEU FILHO TEM SEMPRE HIPO DE 40 ,50 ,30 E JA TEVE UMA DE 19 E OUTRA DE 21,MAIS COM ELE NAO ACONTECEU NADA,ELE TAVA ATE BRINCANDO NA HIPO DE 21, EU NAO ACREDITEI QUE ESTAVA TAO BAIXO , A DE 19 ELE TAVA DORMINDO E QUANDO EU MEDI TOMEI UM SUSTO QUE DEI UM MONTE DE LEITE CONDENSADO PA RA ELE ,MAIS NAO ACONTECEU NADA DESSES SINTOMAS,AGORA A UNS VINTE DIAS ELE TEVE UMA HIPO DE 31,QUE ELE SENTIU TONTURA COMEÇOU A GRITAR DESESPERADO PENSEI QUE ELE IA ATE DESMAIAR , FOI UM BAITA DE UM SUSTO , O PRIMEIRO DEPOIS DE UM ANO E QUATRO MESES .

  12. Meu filho tem DM desde os 6, agora está com 9, ainda não usamos a bomba. No início ele era muito sensível a hipo mas agora chega 60 e ele não percebe as vezes nem sono tem, um dia estava com 28 e disse que estava bem, mas isso só me assunta, ficou ainda mais receiosa por ele dizer que não percebe mais. Imagino a situação que você viveu. Mas como disse a Tere no post assima, Deus nos ampara. Abraços.

  13. Sou pai de Tiago Enrique, 12 anos, que acabou de descobrir que tem diabetes…
    Acabamos de sair do hospital, onde ele ficou internado por 6 dias por conta de hiperglicemia.
    Tudo é muito novo pra gente e, lendo esses relatos, estou apavorado e nem contei pra minha esposa ainda, senado ela vai outras!
    Tô muito preocupado!

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