Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

Reportagem no Jornal da Tarde – 17 de Março

1 comentário

Diabete na escola 17-3-2012 – Clique aqui para ler a materia em PDF com as fotos!!

Entrevista também com a Carol ( http://jujubadiabetica.blogspot.com.br/ ) e a Sarah ( http://eumeufilhoeodiabetes.blogspot.com.br/ )

No site.

Na capa do jornal:

http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/escolas-nao-sabem-lidar-com-a-diabete/

Escolas não sabem lidar com a diabete

  • 16 de março de 2012 |
  • 23h22 |

Categoria: Saúde

MARIANA LENHARO

Quando começou a frequentar a escola, com 1 ano, Julia Ehrhard tinha acabado de receber o diagnóstico de diabete. A escola, a princípio, concordou em participar dos cuidados especiais com a menina, que hoje tem 5 anos. Mas a mãe dela, a arquiteta Carolina Lima Fernandes Ehrhardt, notou que a filha sempre voltava das aulas com níveis incompatíveis de glicemia.

Constatou que os funcionários não seguiam suas orientações e até deixavam a garota repetir o lanche. Julia, assim como centenas de crianças diabéticas do País, precisa de uma série de cuidados, como medições frequentes de glicemia, aplicações diárias de insulina e controle rigoroso da alimentação.

A situação é ainda mais importante no caso das escolas integrais, cada vez mais comuns, em que os alunos passam muito tempo no local. Mas não é fácil, dizem os pais, encontrar escolas que aceitem dividir com a família o controle da doença.
“A gente vê um grande medo de se tornar responsável pelo controle desse aluno.

“Normalmente, a mãe acaba indo à escola na hora do intervalo, mede a insulina, dá o lanche”, diz a nutricionista Maria Izabel Homem de Mello, da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ). A endocrinopediatra Denise Ludovico observa que, mesmo se a criança não precisar medir a glicemia nas aulas, o colégio tem de redobrar a atenção e verificar qualquer sinal de hipoglicemia, que pode levar ao coma. Além disso, deve avisar aos pais sobre lanches diferentes.

A família do garoto Igor Nunes Freires, de 9 anos, conta que também enfrentou dificuldades. Quando foi diagnosticado com a doença, aos 7 anos, sua mãe, Sarah Rubia Nunes Baptista, explicou à escola a nova rotina. A professora que, no início anotava os valores da glicemia no intervalo, com o tempo deixou de fazê-lo. Nas ocasiões em que Igor precisava receber insulina, Sarah tinha de ir ao colégio.

Com o tempo, a professora de Igor passou a achar que os frequentes pedidos para ir ao banheiro eram mera desculpa para não fazer a tarefa. “Ele dizia que era uma sessão de tortura ter que ficar segurando o xixi enquanto prestava atenção”, diz a mãe. Um dos sintomas da diabete é justamente ter muita sede e mais vontade de urinar. Além disso, como a escola proibia celulares, Igor era impedido de avisar sua mãe sobre alterações de glicemia.

Para evitar problemas como esses, os especialistas recomendam que, antes de matricular a criança, os pais conversem com a coordenação e verifiquem a disposição em colaborar. Mesmo quando a criança adquire certa autonomia e aprende a medir a glicemia – o teste é feito por um aparelho portátil – é tarefa de um adulto fazer as contas para verificar a quantidade de insulina a ser injetada, levando em consideração a quantidade de carboidrato ingerida a cada refeição.

Hoje, tanto Julia quanto Igor encontraram, finalmente, escolas que dão suporte às necessidades trazidas pela diabete. O colégio novo de Igor, por exemplo, aproveitou o caso para explicar aos alunos sobre a doença. “Houve aceitação da turma toda. Eles sabiam o que era, isso foi importante para evitar preconceitos”, conta Sarah. A nova escola de Julia também abraçou a causa: a própria professora se encarrega de medir a glicemia.

Já a professora Nicole Lagonegro, mãe de Maria Vittoria, de 8 anos, teve sorte ao escolher a escola da filha. “Disseram que tinham outras crianças com restrição alimentar e que fariam de tudo para ajudar”, elogia. A professora assumiu a função de controlar a glicemia e aplicar a insulina. Na hora do lanche, as crianças comem dentro da sala para que haja mais controle e só depois vão para o pátio.

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Um pensamento sobre “Reportagem no Jornal da Tarde – 17 de Março

  1. Adorei a reportagem, bem esclarecedora!!!
    Quem sabe essa reportagem não é um “puxão de orelha” pra escolas que não colaboram e percebam que uma criança com DM precisa sim de uma atenção maior e que não é tão complicado assim, é só ter vontade de aprender como se lida com o DM.
    Abraços

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