Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

REENCONTRANDO DOÇURA NA VIDA APÓS O DIAGNÓSTICO DE DIABETES NA INFÂNCIA

4 Comentários

Das minhas colaboradoras! Katia Regina Antunes Martins- Psicóloga, Terapeuta individual, de casal e família e a Olga Elena Fenjves Joveleviths- Médica, Terapeuta individual, de casal e família.

Elas gostariam de saber a opinião de vocês com relação a esse texto. Não deixem de comentar, é muito importante. Beijos

REENCONTRANDO DOÇURA NA VIDA APÓS O DIAGNÓSTICO DE

DIABETES NA INFÂNCIA

Relato de cuidadoras e familiares de portadores de diabetes tipo1

Somos um grupo de mulheres, mães e avós de crianças portadoras de diabetes do tipo1. Reunimo-nos na ADJ, após um convite telefônico de Olga e Katia para participar de um grupo de cuidadores.  A partir de nossas reuniões foi construído um documento onde foram relatadas as dificuldades que encontramos em nosso caminho e as muitas maneiras que lidamos com elas.

A proposta de resumir este documento tem como objetivo levar um pouco dessa experiência para outras pessoas vivendo situações semelhantes, na expectativa de que isso possa ser útil para elas.

O difícil encontro com o diagnóstico

“…A primeira impressão que tive foi de ter tomado um tombo na areia movediça, sensação de mergulho numa piscina vazia…”

Nossos filhos eram saudáveis e repentinamente começaram os primeiros sintomas da doença. Dali em diante, tivemos que nos fortalecer para lidar com os cuidados que o diabetes nos exigia: lancetar pontas de dedo, injetar insulina, cuidar da alimentação, viver com temor do que poderia acontecer dos riscos das hipos e hiperglicemias.

Nossa atenção se voltou para nossos filhos diabéticos. Muitas vezes nos deixamos de lado para poder dar conta de tudo, sendo mulheres sentimos que a responsabilidade do cuidado recaía em nossos ombros, muitas vezes não foi possível dividir a atenção com os outros filhos que precisavam de nós e isso doeu.

A força do amor e a determinação tem nos ajudado a enfrentar as dificuldades e seguir no caminho do cuidado.

Encontro com ADJ, novos recursos.

“…a ADJ é  muito boa nas orientações para os diabéticos e para os que cuidam deles…”

Foi muito valioso o encontro com a ADJ, onde recebemos orientações práticas, teóricas, aprendizado sobre os cuidados, acolhida, parcerias.

Nesse espaço aconteceram os encontros com o grupo. A troca de experiências, as múltiplas maneiras de “resolver” problemas, ouvir os outros e aprender a ouvir a si mesmo nos ajudou decisivamente.

As dificuldades, nosso processo, novas possibilidades.

“…quero tanto que minha filha adolescente aprenda a se cuidar, parece que ela não lembra dos riscos que a doença pode trazer.”  

Aprendemos que crescer é um processo, que cada um tem seu próprio caminho. Aprendemos a cuidar da alimentação e da medicação.  Hoje todos se alimentam de forma mais saudável em nossas casas.

Uma de nós viveu as dificuldades que surgiram na adolescência quando os filhos tem que aprender a cuidar de sua saúde e não parecem ter noção dos perigos que correm. Como ajudá-los no seu caminho para autonomia? Como protegê-los dos riscos? Como socorrê-los nas crises? Como fazer para equilibrar o controle necessário com a liberdade que eles buscam?

Não tem sido fácil, há sempre uma dúvida até quando prender, quando e como soltar. Na idade adulta seu filho mais velho Passou a se cuidar, mas como fazer até que sua filha mais nova chegue lá?

Informação

A informação que buscamos com os profissionais que nos acompanham, nos meios de comunicação, tem sido útil não só para cuidar de nossas crianças, mas para ajudar-nos a conseguir sua inclusão social, seja na rede de saúde, seja com familiares e amigos e até nas escolas, muitas vezes sem preparo para receber as crianças com diabetes.

Respeito e possibilidades

“…Em alguns momentos no sentimos vivendo no olho de um furacão, perdíamos de vista os outros….”

Foi importante, ao longo de nossas reflexões, perceber que não podíamos desqualificar os outros, era importante respeitar a todos.

Ao longo do caminho pudemos aprender a nos levar em conta, a tentar não nos perder de vista, a receber a ajuda que as pessoas da família podiam dar, aliviando dessa forma o peso que a responsabilidade colocou sobre nossos ombros.

Seguindo em frente.

“Participar deste grupo foi um ponto de mutação daqueles que dividem a vida em antes e depois”

Aprendemos que não pudemos mudar o que a vida nos trouxe, mas descobrimos inúmeros recursos que vem fazendo a diferença.

Somos famílias que tem um portador de diabetes e não uma “família diabética”. Nosso dia a dia pode ser exigente e às vezes assustador, mas também temos muitas alegrias.

No grupo percebemos que cada pessoa olha para o diabetes, como para uma árvore, de ângulos diferentes, em momentos diferentes. Descobrimos que podemos aprender com a vivência de cada um e as conversas que se iniciaram lá muitas vezes continuam dentro de nós, ajudando-nos a abrir portas que de início parecem fechadas.

Foi isso que nós pensamos, sentimos e desejamos que a leitura deste documento possa ajudar outras pessoas a perceberem seus recursos no cuidado e na convivência com crianças com diabetes tipo1.

Estas são algumas de nossas ideias, alguns dos caminhos que trilhamos. Eles fazem algum sentido para você?

Algo neste documento te ajudou? O que e como?

Você quer acrescentar alguma coisa?

Fale conosco!

okdiabetes@gmail.com

Obrigada!!!

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4 pensamentos sobre “REENCONTRANDO DOÇURA NA VIDA APÓS O DIAGNÓSTICO DE DIABETES NA INFÂNCIA

  1. Nicole, boa tarde!!
    Meu nome é Silvia tenho um filho diagnosticado com diabetes há exatos 40 dias, depois do susto de inicio, acho que estamos caminhando para um melhor desempenho com o João o que tem nos ajudado muito são os blogs como o da Vivi e outros, tanto que na semana passada riamos um blog para o meu filho, se puder de uma olhadinha (http://joaopedroeodiabetes.blogspot.com/) estamos ainda em “fase inicial”, mas nossa ideia é tentar trocar experiências, ajudar outras pessoas e também nos fortalecer a cada dia para melhor!! É muito importante estes relatos do ADJ, nos fortalece e vemos que os muitos percalços que passamos são vivenciados por tantos outros. Gostaria de saber se posso postar no nosso blog este artigo???
    Um abraço
    Silvia

  2. Oi, desculpe usar seu blog para isso, mas estou à procura da Dr. Olga. Fui paciente dela num posto de saúde na Lapa há cerca de 9 anos e soube que ela se aposentou. Gostaria de saber se ela ainda atende em consultório particular. Você tem algum contato dela para me passar? Muito obrigada e que dê tudo certo para a sua filha. Com a Dr. Olga, tenho certeza de que ela está em boas mãos.

  3. Oi Nicole,
    Parabéns pela iniciativa do blog, pois com certeza, é possível aprender com a vivência de cada um. Aproveito ainda para destacar uma frase sua, que exemplifica a garra de vocês, mães e cuidadoras de crianças portadoras de Diabetes: “A força do amor e a determinação tem nos ajudado a enfrentar as dificuldades e seguir no caminho do cuidado”.

    No blog paessevenboys.blogspot.com, você encontra dicas de vida saudável e boa alimentação para você e seu filho. Passa lá para uma visita, estamos aguardando.

    😉
    @Paes_SevenBoys

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