Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

Você e o Diabetes do Seu Irmão !!

15 Comentários

Ontem eu precisei sair e levaria as duas. Porém a Duda não quis ir e optou por ficar com a Maria, que trabalha aqui em casa, e justificou: QUANDO EU FICO COM A MARIA EU POSSO COMER O QUE EU QUISER.

E essa frase me pegou. Eu tenho percebido que a Duda aproveita algumas ocasiões pra ficar sem a Vittoria e de repente ganhar uma guloseima de quem está com ela. Não sei até que ponto isso é bom ou ruim.

Não vou me aprofundar no assunto hoje. Mas gostaria de saber de vocês. Como é a relação com os irmãos que não tem diabetes? Eles entram no mesmo esquema? Eles fazem coisas escondidas? Eles sentem ciúmes? Eles te cobram a mesma atenção? Eles se revoltaram? Eles tem medo de ter diabetes também?

Lembro que certa vez em terapia, Duda comentou que achava que eu gostava mais da Vittoria porque cuidava mais dela. E gostava de ficar doente porque aí eu cuidava dela como cuidava da Vittoria.

Ou seja, acho que não estou conseguindo balancear essa equação. Não estou tenho nenhum problema sério, e espero não ter nunca, por isso vamos todas à terapia. Mas é algo pra gente observar.

Aproveito pra deixar aqui um comentário que recebi esses dias e que me ajudou a pensar mais sobre o assunto:

Oi, Nicole!
Não sei se serve de comparação, mas tenho uma irmã mais nova também que pelo menos aparentemente sempre conviveu bem com o meu diabetes.
Porém de início ela também não se envolveu muito, e nunca me aplicou injeções antes dos meus 15 anos, mas aí comecei a pedir a ajuda dela e ela começou a colaborar.
Minha família sempre disse que ela parecia bem mais independente do que eu, que em vez disso tinha todo o jeito de caçula. E talvez esse nosso jeito tenha sido moldado em grande parte pela minha diabetes e pelos cuidados que recebi de todos. Então acho que você tem razão ao fazer essa análise das suas pequenas.
Mas uma coisa eu posso te garantir: mesmo que a Duda nesse momento não se envolva muito e não queira falar da condição da irmã, em alguns anos poderá ser quem mais vai entendê-la.
Pelo menos lá em casa foi assim! Com o tempo, ninguém diagnosticava tão rápido quanto a minha irmã uma hipoglicemia, e ninguém cuidava de mim tão bem quanto ela! Mas você, como mãe, não poderá ficar com ciúmes se isso acontecer com vocês também, ok?! ;-)
Um grande abraço,
Babi

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15 pensamentos sobre “Você e o Diabetes do Seu Irmão !!

  1. Acho q se eu fosse mãe teria as mesmas dúvidas, independente de ter ou não um filho com diabetes. Acho q mãe se cobra mto, mas isso é inerente ao “cargo”.

    Nem quando estão bem velhinhas, vendo os filhos criados, educados, bem-sucedidos, saudáveis, perfeitos, já pais e mães… acham q fizeram bom trabalho.

    Vivi e Duda são amigas, não são? Acho q poderia haver algum desequilíbrio se elas vivessem brigando entre si. Se houvesse rancor da Duda em cada palavra e eu duvido q haja.

    Tenho certeza de q está fazendo um bom trabalho.

    Bjs.

    • Elas são muito amigas. E brigam como irmãos brigam!!!
      Eu tb não acho que haja rancor e nem fiquei preocupada com isso.
      Na verdade entendi o comentário como saídas que ela mesma arruma pra si !!
      No fundo eu achei legal! Ela respeita a condição da irmã, mas também não deixa de aproveitar da condição dela!

      Não é? OU to louca? rs

  2. Nic, o Arthur completa 14 anos essa semana, e como você não tenho um pai pra ajudar a dividir a atenção aos filhos, ele tem passado por conflitos, tudo culminou numa semana de febre sem motivo e mais uma semana de todas as alergias da infancia de volta com potencia total, foi dificil pra nós todos, mas não acredito que seja pelo diabetes do Igor, ele entende, converso muito com ele sobre a necessidade de mais atenção, de todas as coisas que tenho que resolver sozinha, etc… Acredito que ele sinta mais a falta do pai, que ele não entenda a ausência do pai, as vezes parece que o Arthur não está nem aí para o diabetes do Igor, quando de repente ele aparece com uma observação de quem está muito atento a tudo, ele não se envolve mais porque acredita estar substituindo o pai e isso ele não quer e não tiro a razão dele, mas tenho tentado tirar um tempinho só pra ele, fazer a comidinha preferida, fazer coisas que ele gosta e só com ele, mas é dificil viu?
    Eu ja identifiquei quando o Arthur quer atenção, então paro e explico que naquele momento não dá, aparentemente entende, não se envolve no tratamento do Igor, mas sei que numa hora de sufoco posso contar com a colaboração dele.
    Tudo foi muito dificil pra ele desde o diagnostico, saí pra uma consulta e voltei quase 15 dias depois, nesse periodo nos vimos pouco, até hoje quando falo que vou levar o Igor no medico sinto uma insegurança da parte dele, como os planos aqui no Rio são maravilhosos, estamos na fila para terapia familiar.

  3. Eu tenho uma irmã seis anos mais nova, mas já somos adultas, eu tenho 28 e ela 22, então acho que ela nem liga muito, porque eu me cuido.
    Mas teve uma vez que ela foi no mercado com a minha mãe e vendo a mamy toda preocupada com o que comprava para eu comer como iogurte sem açucar soltou um “agora você se preocupa com a alimentação da Luana”. Minha disse que riu e que comprou bolachas de chocolate para ela, coisa que eu procuro evitar (não consigo comer uma só).

    Acho que ciúmes entre irmãos é normal. Não esquenta muito não, Ni.

    • Não to mto preocupada….
      Mas tenho q ficar atenta, né..
      E eu acho bonitinho essas manifestações sabe… ela tira de letra, arruma alternativas..
      O post na verdade foi pra chamar a atenção de outras mães, que talvez não estejam percebendo o movimento…

  4. Sabe, Nicole, confesso que esse é o meu maior receio quando penso em ter outro filho… e é esse medo que me fez decidir não ter mais filhos… tenho receio de não saber fazer essa equação também…

  5. Tenho mais 3 alem do Jonas ( 11) mas percebo que até os grandões um de 19 e o outro de 17 até pouco tempo, me cobravam achando que eu exagero nos cuidados com ele….porque na medida que posso compro os diets só pra ele, então isso tava encomodando, mas sentei e conversei com os reclamões mostrando a necessidade dessa atenção, depois da conversa pararam as cobranças, mas sinto que é normal esse ciumes.

  6. Ei Nicole!
    Além da Luana, que hoje tem 5 anos tenho o Henrique de 3 anos que não tem diabetes. E sempre tento comprar tudo igual pra eles, o diet e o comum. Então sempre tem o mesmo para os dois, e mesmo assim, vez ou outra reclamam.
    Mas outro dia aconteceu um fato engraçado… Eu comprei shampoo e condicionador novos mas ainda tinha dos antigos no banheiro, o Henrique viu primeiro, pulou na sacola e disse: “Esse shampoo é meu né Mamãe, ele é de açúcar!” Hahaha… Eu não aguentei, e tive que encher ele de beijo.

  7. NIc,
    Irmãos!!!! Questionamento bem interessante… Esse já foi o assunto de muitas discussões aqui em casa… Primeiro pela duvida de se ter ou não se ter outro filho (pelos riscos e tal e ter outro com diabetes) mas isso já foi tirado de letra pois nunca deixaria de ter outro filho por conta desse risco…. Depois pelos custos, pois é inegável que mesmo recebendo insumos do governo o custo de Julia é mais alto que de uma criança sem diabetes…. E por fim o nosso questionamento maior…. A atenção!!!…. Será que se tiver outro filho vou conseguir dar atenção para ele(a) assim como dei para a Júlia??? Não sei!! Júlia ainda requer muita atenção e cuidados… Isso seria justo com ele(a)??? Acho que não…. Decidimos então esperar mais um pouco… quando ela estiver um pouco mais independente eu penso em outro filho… Agora, apesar do desejo, decididamente não dá…..
    Quanto a Duda, lógico que vc tem que estar sempre de olho, nas reações e principalmente nas suas atitudes quanto a ela… Mas isso sei que vc está super ligada…. Então relaxa e confia no seu taco de mãe que ele é muito bom!!!!
    Beijos!!!!

    • Não é fácil, mas não é tão complicado!!!!

      A parte da grana acho que é a que mais pega!!!

      A parte da atenção, todos tiram de letra, as vezes rola um ciúminho mas ninguem nunca morreu de irmao, ou de ciume de irmão, mto pelo contrário, acho que é uma relação que só tem a agregar… aprender a dividir, respeitar as diferenças, etc,etc,etc !!

  8. Nic, Pra mim isto é complicado de lidar, mais acho que o pior já passou, já que agora a Catherine ( 15 anos) está cuidando pra não engordar e acabou com as crises de ” – Nesta casa não tem NADA pra mim comer !!!”. Mais eu sempre marcava um dia pra sair com ela (qdo o Arthur estava em alguma atividade) e nos duas tomávamos um café com bolo. Em casa as vezes escondíamos algo doce, mais o Arthur ia no lixo ver se tinha algo comprometedor e depois contava pra psicóloga. Pois é, a Cacá chegou a dizer que queria ter diabetes pra ganhar atenção, mais ela está na ” aborrescência” e com tantos hormônios é difícil controlar… Boa Sorte Amiga!!!

  9. Oláaa!!!

    Que legal o blog…é mto bom vc contar as experiências q tem com sua filha

    Sou diabética a quase 17 anos…descobri qdo tinha 12 (hj tenho 29)..na época minha mãe quase fica maluca…mas a vida e as experiencias faz com que td de certo…rsrs…bjinhos….Ah e hj faço nutrição…pra me ajudar e tb ajudar os outros… ;**

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