Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

Orientação nutricional a pacientes com diabetes mellitus

3 Comentários

Deixo registrado trechos que achei interessantes. O grifo é meu, ok?!

“A conduta nutricional deverá ter como foco a individualização, considerando todas as fases da vida, diagnóstico nutricional, hábitos alimentares e socioculturais, não diferindo de parâmetros estabelecidos para população geral, considerando também o perfil metabólico e o uso de fármacos.”

“O açúcar de mesa ou produtos contendo açúcar (fonte de frutose) podem eventualmente ser ingeridos no contexto de um plano alimentar saudável, contudo se recomenda não ultrapassar 10% do valor calórico total. … Em relação ao efeito do índice glicêmico dos carboidratos, pode-se afirmar que a quantidade de carboidrato na refeição ou lanche é mais importante do que a fonte ou tipo dele. O método de contagem de carboidratos é considerado pela ADA a chave do tratamento nutricional do DM1.”

“Pode-se indicar alimentos diet e light no contexto do plano alimentar, NÃO OS UTILIZANDO DE FORMA EXCLUSIVA. Deve-se respeitar as preferências individuais e o poder aquisitivo do paciente e da família.”

“Planos alimentares individualizados e regimes intensivos de insulina podem fornecer flexibilidade a crianças e adolescentes com DM para acomodar o tempo e os horários de refeições irregulares, em situações de variação de apetite e níveis de atividade física. As necessidades de nutrientes para crianças e adolescentes com DM1 e 2 parecem ser similares às de outros indivíduos de mesma idade………. Ressalta-se que o objetivo prioritário da conduta nutricional nessa faixa etária é manter o crescimento e desenvolvimento adequados e, posteriormente, adequar aos aspectos relacionados ao controle glicêmico.

Recomenda-se o uso do método de contagem de carboidratos como estratégia para individualizar e flexibilizar a ingestão alimentar para obter bom controle glicêmico. O método de contagem de carboidratos prioriza o total de carboidratos por refeição, considerando que sua quantidade determina a resposta glicêmica pós-prandial. Tal fato ocorre em razão de os carboidratos se converterem à glicose, no período que varia de 15 minutos a duas horas, enquanto apenas parte das proteínas (35% a 60%) e somente 10% das gorduras podem ser convertidas à glicose, no período de três a quatro horas e cinco horas, respectivamente. …

A orientação alimentar de quantidades consistentes de carboidratos em horários frequentes (três em três horas) é de suma importância para evitar essa complicação aguda.”

“A terapêutica nutricional direcionada a crianças e adolescentes precisa ser realizada por nutricionista especialmente treinado para essa faixa etária. Deve-se dar atenção especial à identificação precoce dos transtornos alimentares, sobretudo na fase da adolescência. A ênfase na educação nutricional da criança e da família é fundamental para nortear todo o tratamento.”

Fonte: Diretrizes 2009 – Sociedade Brasileira do Diabetes

Em tudo que eu lí não encontrei nada que se referisse a uma idade ideal pra começar ou não a contagem de carboidratos, a não ser uma incapacidade da pessoa em lidar com contas e interpretação de dados e tal. Por que então os médicos não aconselham a contagem alegando que a criança é muito pequena? Ou que é muito complicado? Não entendo.

No segundo médico que eu fui, após orientação da nutricionista da ADJ, ele, numa maneira fria e debochada, me empurrou encaminhou a nutricionista do consultório dele dizendo: “ó, orienta essa aqui direito que disseram pra ela comer de três em três horas…….” Curioso, não?! E é um cara conceituado, hein. Já ví na tv e tudo mais.

Ainda me pergunto pra que aprender ótica, balanceamento de equação química, matrizes, potências, trigonometria,  todas essas palhaçadas inúteis, e coisas VITAIS como educação nutricional, a gente nem ouve falar na escola…. que, por incrível que pareça, é o lugar menos indicado pra vender na cantina as baboseiras que vendem.

 

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3 pensamentos sobre “Orientação nutricional a pacientes com diabetes mellitus

  1. Oi Nicole,

    Com a Caroline passamos a utilizar o método de contagem de carboidratos logo após a primeira visita à nutricionista, fizemos ao longo do tempo alguns ajustes nas quantidades de carboidratos para cada refeição e tem funcionado bem para o controle da glicemia, como não poderia ser diferente a Carol come sim alguns produtos “açucarados” de vez em quando.

    Um abraço,

    Marcelo

  2. A primeira e única nutricionista que fui sequer falou de contagem de carboidratos para mim e olha que já tenho 27 anos e sei fazer contas muito bem. Só fiquei sabendo dessa possibilidade pelos blogs que ando acompanhando, como o seu. É isso tipo de coisa que nos faz perder a credibilidade em um profissional. Acredito que é obrigação de um nutricionista passar todas as possibilidades, dar sugestões para em comum acordo fecharmos um método que pareça o mais bacana.

    • Pois é, Luana, me pergunto a mesma coisa. Só fui saber da contagem no terceiro endocrinologista e nutricionista que passei.

      Mas agora que você sabe o que é, veja se é algo que vc se adaptaria e converse com sua nutri ou arrume outra! Veja se essa é ‘especialista’ em diabetes, se tá acostumada com o método..

      Eu tenho medo de imaginar que possa ser PREGUIÇA do profissional, pq a contagem dá trabalho no começo, até vc achar as razões… prefiro achar que o profissional não sabe do que se trata.

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