Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

Diabetes X Insegurança

6 Comentários

Sábado, a Vittoria foi num aniversário em que os pais não eram convidados. Da mesma forma que eu fiz no aniversário dela, agora eu teria que deixar as meninas por um período na casa de alguém e depois ir buscar.

Fique super insegura pensando na hipoglicemia. É só esse meu medo. De repente a Vi passa mal ou tem sinais de convulsão e a pessoa não vai saber o que fazer, vai demorar pra socorrer.. e aí…já viu, né. Claro que eu não vou avisar a mãe da fulaninha que isso pode acontecer senão ninguém mais convida a Vivi pra nada.

E eu passei um tempão pensando nisso, parecendo até que nunca tinha acontecido. Mas já aconteceu sim. E eu nem me senti tão preocupada assim. Estranho, né?

Ano passado, na época do carnaval, novas em SP, novas na escola, eu fui capaz de deixar minhas filhas na casa de uma estranha, quando elas tinham apenas 4 e 5 anos pra uma festinha de aniversário. Não fiquei insegura. Não tanto quanto sábado passado. Ano passado também, apesar de todos terem dado suas opiniões, e deixado bem claro  o absurdo que eu estava fazendo, eu mandei a Vittoria, em abril, pro acampamento da escola nova. Foram 3 dias. Três dias longe de mim (pelo menos uma hora de distancia), com pessoas que eu conhecia há apenas 3 meses, e ela ainda usava SERINGAS pra aplicação. Mandei. Fiquei apreensiva sim… mas foi. Entreguei pra Deus ou o que quer que queiram chamar essa atitude.

E anteontem pensei: Já fui mais corajosa. OU não tinha noção dos riscos que corria. Eu tinha sim, da mesma forma que tenho hoje, e sabe o que foi que mudou nessa história toda, o entendimento da Vivi sobre o que é diabetes, o que é hipoglicemia e os riscos que ela corre.

Hoje, ELA é mais insegura que antes. Ano passado, ela não tinha ideia do que podia acontecer, hoje ela TEM e TEME !!! Sair sem sua ‘bolsinha do diabetes’ causa muito stress nela, só de pensar em precisar de algo e não ter. Sabendo disso, agora eu ‘esqueco de propósito’ algumas vezes, pra ela ver que existem outras alternativas, e já tô ensinando que, está se sentindo estranha, não tem como medir, AÇUCAR! Não precisa ser mel, pode ser refri, sorvete, e fui passeando com ela pelos lugares mostrando como era fácil arrumar algo doce.

Mas o que me incomoda mesmo, é ver que ela está com medo. Que talvez ela possa deixar de aproveitar algo ou deixar de fazer passeio sem mim por medo de algo acontecer e ela não confiar em quem está por perto. Eu sei que já já essa insegurança passa. Quando ela aprender MESMO a ler, interpretar os resultados, isso melhora… mas o medo da hipo continua nas mãe, não??

Pros diabéticos de mais ‘idade’ de diabetes, o medo da hipo um dia passa???

 Observação: É claro que esses casos de festinhas de 3, 4 horas são totalmente ‘contornáveis’. Mede a glicemia, vê se não vai ter algum pico, se se alimentou direitinho antes, tem muita coisa que dá pra fazer pra se prevenir. Quando ela chegou, perguntei o que ela comeu, medi a glicemia e corrigi!! Tava 400!!!! Prefiro isso do que ela ter 40 durante a festa!!! A questão mesmo é o que ela sente estando sozinha!!

 

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6 pensamentos sobre “Diabetes X Insegurança

  1. Nicole,
    Acho que essa insegurança quanto às hipos das nossas pequenas não passará mesmo quando elas já estejam grandes… rsrsrsrsrsrsrsrs… Mãe é mãe…..
    Vc está certíssima de querer que ela ” vá” e participe das festinhas, viagens e etc sempre, lutando sempre contra sua insegurança e contra nossa insegurança… Tenho atitudes assim como as suas…. Esquematizo as coisas para que Julia, mesmo desde tão pequena, participe de todas as excursões de escola, aniversários de amiguinhos e festinhas… Invisto em sua conscientização e naqueles que estão ao nosso redor… Deixo sempre todos muito bem informados sobre a observação de atitudes estranhas e como proceder em alguns casos… E principalmente (isso para minha insegurança) deixo sempre nossos contatos com quem está responsável pelo evento (mãe de amiguinho ou professora)…
    A vida tem que ser levada normalmente… Acho realmente essa a melhor atitude…
    Beijos!!!!

  2. Difícil mesmo… imagino como fica seu coração deixando ela ir sozinha, e o coração dela em saber que pode acontecer algo e os outros talvez não saberem socorrer. Não vou ser hipócrita de dizer que não tenho medo muitas vezes de ter hipo, e fico medindo mais seguidamente para evitar ter qualquer problema. Geralmente o medo fica maior quando aconteceu uma hipo recente, e depois vai passando. Aprendi com o tempo que comer de 2 em 2 horas ( pouca coisa, mas sempre comer algo) evita que eu fique hipo, e aí as medições não precisam ser tão constantes…
    Com o tempo ela entende que pode fazer isso, que tem alternativas, mas perder totalmente o medo… isso não posso dizer, porque é algo que nos faz passar muito mal ( e vc sabe bem disso também), e deixa suas marcas em nós. ( não ajudei nada neh?!)

    Mas assim, fique tranquila, com tempo aprendemos a ficar menos tensas e aproveitar bem melhor nossos dias! 🙂

  3. Medo de hipo é uma coisa que nunca vai passar… Mas acho tb que nem deve mesmo, temos que sempre ter um medinho… É muito perigoso, devemos estar sempre atentos! E devemos sim, avisar às pessoas ao redor, seja onde for, que qualquer coisa, “taca” açúcar goela abaixo, rsrsrsrs…. Ainda mais criança… as pessoas não podem ter receio de tê-la por perto. Elas tem que entender que é uma situação que pode ocorrer e na hora tem que saber o que fazer de imediato!
    Obs: aqui em casa é sempre um dilema… meu marido é assim como vc, acha melhor estar 200 do que 37, 38 etc. Enquanto quero aplicar insulina pra ver se mantenho a glicemia mais para baixo, ele manda aplicar menos, comer mais, por conta da possibilidade da hipoglicemia… É um tormento…

  4. Nic sabe eu que me cuido sozinha …nao dependo do Re pra nada na minha diabetes ,percebo o medo dele toda vez que vou ficar sozinha …se ele me deixa em algum lugar na hora da despedida ele me pergunta ta com a sua glicose ? Vc mediu a glicemia ? Quando vou arrumar o jardim ele diz “olha toma cuidado com hipo hein? Nao vai esquecer da hora e ter hipo hein!
    Se vamos fotografar ele diz : ta com sua bolsinha ? ele sempre compra balas e coloco no bolso dele e me diz se vc precisar tenho bala aqui ta? Ele leva chocolate compra suco e fica sempre atento eu percebi o medo dele !!!
    Acho que acontece sim a gente se preocupa mesmo porque ela e sorrateira ne? Vem quando a gente menos espera !e quando vou comer mais tipo assim doces ou restaurante ele diz olha so toma cuidado pra nao ter hipo ,nao aplica demais hein ? E melhor ficar alta do que ter hipo !
    Mais eu nao sei se acontece com as outras diabeticas eu passo muito mal se ficar alta se passa dos 170 ja comeco a passar mal e tao terrivel quanto uma hipo e o mesmo sintoma !!!
    bjim

  5. Olha que legal o comentário da Claudia que ela deixou em outra parte do blog:
    Olá pessoas!
    Olha, sinceramente não sei se medo de hipoglicemia passa com o longo do tempo. Acho que é igual a medo de barata, de rato, de escuro, de injeção, de andar de montanha-russa… algumas pessoas perdem totalmente o medo enquanto outras aprendem a enfrentá-lo da melhor forma possível. Eu por exemplo já não faço ESCÂNDALO qndo vejo uma barata. Porém sempre tenho um Spray anti-insetos ao alcance além de dedetizar a casa periodicamente. Ou seja, me previno. Mas – em caso extremo – se eu tiver que tascar a minha linda sandália de prata em cima da cucaracha não vou hesitar. E com as hipos aconteceu a mesma coisa, me previno. E também aprendi a identificá-la (os sinais mudam, especialmente quando as hipos são frequêntes). Morei totalmente sozinha por 4 anos depois de formada, e nunca tive nenhum episódio de hipo grave, meu cérebro acabou criando mecanismos de defesa como a identificar hipoglicemias noturnas. Minha glicemia já chegou a 32 e eu estava consciente, me movimentando e disposta a me alimentar (com esse valor eu já deveria estar em coma). Já fui pro México provar uns tacos com guacamole, já fui pro meio do nada em Jericoacoara no Ceará, já experimentei um caldinho de sururu em Salvador e nas viagens que fiz meu medo maior era ter um piriri (e ter que ficar no banheiro ao invés aproveitar o passeio) . Acho que a única coisa que deixei de fazer com medo de hipos foi ir na Oktoberfest de Blumenau kkkk mas acho que foi uma decisão sábia. OK, melhor deixar essa conversa pra daqui uns anos. Abraços a todos e se cuidem.

  6. Eu sempre tento deixar todos ao redor saberem o que deve ser feito ou não quanto a hipo.

    Mas é que vcs não conhecem algumas pessoas! rsrsrsrs

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