Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

Matéria interessante no Portal Diabetes

5 Comentários

http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=5880

Eu sempre me preocupei muito mais com as questões psicológicas, emocionais, sociais do diabetes do que realmente com a questão fisiológica da doença. Sabe porque?? Se todas essas questões estão bem resolvidas, a parte física vai muito bem, obrigada! Sem grandes complicações. Ela acaba sendo consequência de um estado mental bom.

Se você está feliz, aceita sua condição, sabe que cuidar da saúde é importante, tenho certeza que seu controle será ótimo.

É por isso que toda essa minha corrida e batalha tem como principal objetivo fazer com que a Vittoria se sinta bem com ela mesma e que tenha dentro de si a certeza de que se cuidar é o melhor que ela tem a fazer e ponto. Sem discussão.

Uma das coisas que a ajudam e muito a entender tudo isso é a Terapia Familiar. Eu faço terapia desde que cheguei em São Paulo, em Janeiro de 2009, e elas iam comigo uma vez por mês. Hoje, vimos o quanto estar juntas e conversar sobre tudo que acontece com a gente melhorou SIGNIFICATIVAMENTE o dia a dia das meninas. Vamos juntas à terapia duas vezes por mês, uma semana eu vou sozinha e na semana seguinte com elas, e assim alternando semana a semana. Elas não roem mais unhas, diminuíram as brigas e pitis, as inquietações sobre o diabetes e a separação dos pais pode ser conversada abertamente e a variação da glicemia por ANSIEDADE E NERVOSISMO, diminuíram muito.

Os pais superprotetores que se mostram demasiadamente preocupados com o bem estar do filho, fechando-o em casa, impedindo-o de exercer as atividades naturais de sua idade, representam, também, a expressão indireta de sentimento de culpa e ansiedade, podendo acarretar em prejuízo para o desenvolvimento normal da criança, gerando ansiedade, medo e insegurança no jovem, o que contribui para a formação de uma personalidade passivo-dependente.

Situações que antes geravam ansiedade e alteravam sua glicemia, não acontecem mais. A visita do pai, festas e eventos muito esperados, filmes, etc…

Adotar uma atitude de controle perfeccionista frente ao diabetes do filho poderá acarretar na criança um comportamento obsessivo-compulsivo ou, pelo contrário, de rebeldia contra os planos terapêuticos que envolvem o adequado tratamento do diabetes.

Existe, ainda, famílias que negam o diabetes a ponto de se recusarem a contar que o filho é portador. A atitude de rejeição ao diabetes gera, muitas vezes, o descuido com a criança, o desinteresse pelo tratamento, criando um ambiente no qual o jovem se sente rejeitado, inferiorizado — resultando  em comportamentos de revolta e fracasso em relação ao tratamento.

Se você não tem condições de bancar uma terapia, vá atrás. Existem universidades, cursos que oferecem esse acompanhamento gratuitamente. As Associações de Diabetes também tem os grupos que são direcionados por psicológos experientes na questão emocional do diabetes e também oferecem atendimento individual.

Parece que tanto para os pais, como para a criança, faz mais sentido ver que o diabetes não desequilibrou a estrutura familiar, mas, sim, pôde permitir que a família se adaptasse gradualmente.

Concluímos, portanto, que a posição dos pais em relação ao diabetes do filho irá desenvolver semelhante postura, seja de aceitação ou não aceitação. Assim, podemos observar que o diabetes é mais bem aceito e melhor controlado por crianças e adolescentes cujos pais desenvolveram uma conduta positiva em relação à rotina imposta pelo tratamento, pois souberam lidar com o sentimento de culpa e administraram de forma real suas ansiedades. 

Cabe aos pais se mostrarem compreensivos, ajudando seus filhos a resolver as dificuldades que vão surgindo, com naturalidade, sem transformar o diabetes em um “bicho de sete cabeças” e,  logo que possível, ir transferindo para a criança a  responsabilidade pelo seu tratamento, facilitando, desta forma, o processo de independência inerente a todo ser humano.

Esses trechos foram extraídos da matéria do Portal Diabetes, cujo link está no início do post.

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5 pensamentos sobre “Matéria interessante no Portal Diabetes

  1. Nicole,
    Achei esta matéria bem interessante!!!! Vi ela ontem no twitter e já tinha até separado para postar lá no blog hoje!!!!
    Concordo com você em gênero, número e grau!!!!!
    Fiz todo um acompanhamento psicológico após a descoberta e já estamos programados para começar a terapia da Júlia agora no começo do próximo ano… Acho realmente ESSENCIAL !!! E faz toda a diferença!!!!!!

    • Também acho importante!!

      Aqui optamos por não levar a Vittoria sozinha à terapia já que as questões dela podem ser questões da irmã e da família. Então vamos sempre nós três. Até o momento em que ELA manifeste o interesse pela terapia individual.

      Tem dado muito certo a familiar, conseguimos conversar sobre coisas que interferem na dinâmica da família toda! Que é o que o diabetes faz. Acho que elas interagem melhor estando junto comigo também do que interagiriam se estivessem sozinhas!

      Já pensou nisso?

      beijo

  2. Nic sabe o que eu percebi em voce e Gosto disso … e a maneira leve assim que vc leva … tipo um dia li acho que uma receita de bolo surpresa da Vivi se nao me engangano que vc disse que usou acucar mesmo … foi pequenas observacoes que fiz aqui desde que passei a acompanhar seu blog .. ate festa da Vivi em que os doces nao eram dietes … sabe porque eu gosto porque quero me sentir normal … sei que tenho diabetes e que tenho que me cuidar … mais nao quero e nao gosto e nao me sinto bem quando as pessoas dizem pra mim OLHA TEM ACUCAR VOCE NAO PODE COMER ! quem sabe o que eu posso comer e a quantidade que eu posso comer sou nao e mesmo … Um dia dei UM PITI basico e chorei COMO QUEREM QUE EU ME SINTA NORMAL QUE EU LEVE UMA NORMAL SE FICAM REPARANDO E CUIDANDO DO QUE UE VOU COMER … por acaso alguem fala olha fulano nao come isso nao come aquilo … Ppra mim foi dificil e ainda e dificil me libertar disso do NAO PODE e do NAO POSSO … sabe Nic ja faz um ano que faco terapia e me ajudou muito … tenho dois anos e meio de diabetes e passei por muitas fazes …acreditoi que por nao saber de muita coisa … por temer a DIABETES … mais acho que foi natural …e natural temer o que a gente nao conhece hj estou levando com mais leveza … claro que tenho que deixar muitos medos pra tras e sei que dieta faz parte da minha vida … mais eu tb tenho que ser feliz … do que me adianta pendurar um A1c lindo na parede e viver travada com medo de comer … ja tive sim muito medo Nic quantas vezes ja coloquei e tirei a comida da boca no primeiro ano da diabetes … hj eu me lembro e choro … mais e um choro de alivio por saber que posso sim comer meu amado chesse cake ou meu Baskin robins … ou ate mesmo uma fatia mais grossinha de pao … sabe sao pequenos detalhes que fazem a diferenca … sao pequenos gestos que alegram meu coracao … me permitir e saber que nao na ha nada de errado comigo …Nao produzir insulina nao significa nao poder mais isso ou aquilo …. Nao produzir insulina significa cuidado extra … atencao … e botar insulina de fora pra dentro sem esquecer que alem de um pancreas temos tambem a mente e um coracao que tem que ser bem cuidados !
    bjim

    • Sei bem o que vc sente, Ro… mesmo não sendo diabética, tudo que comentam com relação ao diabetes da Vittoria mexe comigo.
      Ontem passamos por isso… EU dei uma colher de doce de leite pra ela comer e veio uma pessoa e arrancou a colher da mão dela dizendo que ela não deveria comer!
      E eu ví a cena. Ainda bem que estava bem humorada, disse pra pessoa devolver a colher pra ela e pedi pra que ela cuidasse da própria vida já que minha filha tinha mãe. E ainda disse que quem deu o doce fui eu!!!
      Dei mais uma aula sobre DM1, contagem de carboidratos e educação!!

      E eu sei que passaremos por isso a vida toda enquanto as pessoas não entenderem o que se passa.
      E você Rô, sabendo que o povo é assim, precisa chegar neles e dizer: EU COMO O QUE EU QUERO, A DIABÉTICA SOU EU, PROBLEMA É MEU… talvez não com essas palavras mas cabe a você deixar claro que não quer que se metam na sua vida!!

      Já tentou? rsrsrs

      Beijo e boa sorte por aí!!

  3. Nicole querida, Já pensei em terapia familiar sim e acho que vai ser isso mesmo que vamos fazer… Até o meio deste ano, achávamos Julia muito novinha para terapia, mesmo que em familia… Apesar de 3 anos de diabetes, ela tem apenas 4 anos de idade… Ela, pra falar a verdade, ate a pouco não tinha muita noção do que acontecia com ela, e apesar de todas as conversas e explicações, ela só sabia que “era assim e pronto”….
    Mas ela está amadurecendo e começando a entender o pq de tudo… Vendo como as coisas funcionam… E portanto estamos começando a ver necessidade de um acompanhamento psicológico para que as coisas na cabecinha dela não desandem … E nada como um bom especialista para isso… Estamos pensando isso para Janeiro … Começar o ano já com acompanhamento… Acho que vai ser muito bom!!!!!!
    Um beijão!!!!!

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