Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

1 ano e 7 meses de Diabetes – Parabéns!

13 Comentários

Eu gostei muito do post da Sarah, celebrando os 10 meses de diabetes do Igor e o comparando a um bebê. Em seguinda, a Joana que também se emocionou, fez um post comemorando os 3 meses do diabetes do Gui. E como tudo que é BOM deve ser…. incentivado ( não copiado e tal), eu resolvi fazer um post também comemorando 1 ano e 7 meses de diabetes da Vivi. Ontem peguei o primeiro exame de glicemia dela, feito lá em Minas pra ver a data: 21 de outubro de 2008 porque no meio de tanto stress e coisas novas, os números não se fixaram bem na minha cabeça. O valor do exame foi 293mg/dl

Eu sabia de leve o que era diabetes porque todos me diziam que eu comia muito doce e me tornaria diabética. Ou toda vez que esfriava e eu fazia muito xixi, me diziam pra ficar atenta que poderia ser diabetes. Acho que isso é coisa de quem não tem o que fazer, certo? Chamaram tanto que o diabetes está aí, eu tô tratando, mas não é em MIM !! Era isso o que eu sabia sore diabetes. Xixi e perda de peso. Mais NADA.

Quando o médico me ligou dizendo que era Diabetes, pra eu arrumar minhas malas e ir pra São Paulo, pensei: UAU, minha filha tem diabetes… uma doença incurável… (olha que louca). Mas sério mesmo. Não me desesperei porque eu simplesmente não tinha a MENOOOOOR ideia do que era. E na sequencia dos pensamentos veio: Putz… os doces… ah, melhor, assim emagreço. Nem imaginava que teríamos injeções pelo meio do caminho.

Me APAVOREI apenas quando o pediatra de SP, meu padrinho, me ligou pra me convencer a não ir de ônibus pra SP, uma viagem simples de 9 horas e me explicou os riscos que eu estava correndo caso ela tivesse uma primodescompensação (cetoacidose ou outra coisa). Aí sim… acho que parei de respirar até chegar em SP no dia seguinte no final da tarde.

Meu pai já tinha comprado o Breeze 2, um frasco de NPH e um de HUMALOG e umas seringas que foi o que uns amigos endocrinologistas o orientaram, e assim que cheguei ele me mostrou o aparelho, me explicou como usá-lo, medimos o dedo de todo mundo antes do da Vivi, e na vez dela, claro, o escandalo básico. Aí veio a vez da insulina. Achei melhor meu pai aplicar mas ela com seus 5 anos e 2 meses pisou firme e disse: QUERO QUE A MINHA MÃE ME DE A INJEÇÃO E MAIS NINGUÉM. Fomos pro quarto, meu pai me orientou mais ou menos como fazer a aplicação, e na barriga, depois de 20 minutos de choradeira das duas e gritos e tudo mais, EU dei a PRIMEIRA injeção de insulina na Vittoria. Depois disso, parecia que um trator tinha passado por cima de mim.

Desci, meu pai me chamou pra mesa e começou a me explicar didaticamente o que era o Diabetes tipo 1, pâncreas, ilhotas, blá blá blá. A primeira frase dele foi: Acho que não caiu a sua ficha ainda mas a doença da sua filha é muito séria. E é pro resto da vida.
Aí eu acho que comecei a me tocar do que estava por vir. Mas passei por um fase de.. relaxa, sem stress, é tipo matemática, segue as instruções que beleza. Minha mãe se mostrou muito mais preocupada. Lei tudo que tinha na internet, conversou com Deus e o mundo sobre isso, comprou todos os livros, lei metade de todos eles e descobriu a Santa ADJ. Eu comecei a me envolver mais com o processo em Novembro do ano passado, quando comecei o blog e percebi que estaria desempregada em breve. Meu trabalho ano passado ocupou todo o espaço para o stress que eu tinha reservado dentro de mim, e só depois de me livrar dele ( com muito gosto), pude interagir com o diabetes.

Foi um ano de muita dúvida, de muita briga, de muita leitura, incerteza, culpa, exaustão, sono leve, atenção a milhão e raiva de Deus. Sim. Raiva de Deus. Briguei com ele, e olha que eu já não tinha uma ligação muito íntima. Hoje entendi tudo. E aceitei. E se ele quiser me mandar mais coisas, fique a vontade que eu dou conta !!!

E pra mostrar a carinha que tem o diabetes agora, uma fotinho da Vivi com 1 ano e 7 meses, em Março de 2005. A Duda tinha 4 meses… Nessa época eu ainda não tinha uma camera digital, e meu scanner tá tão complicado que eu tirei uma foto da foto e assim que eu conseguir digitalizá-la eu troco. Coincidência ou não, era o batizado da Duda. E como as coisas mudam, eu estava no auge da minha gordura, pesando uns belos 90Kg e com o cabelo quase na cintura…. A Vida é uma eterna mudança!

 E para completar….. uma coisa que a Sarah disse que emocionou todo mundo, inclusive a mim e que é a mais puta verdade:

“Eu não controlo o diabetes do meu filho, só por a ser mãe dele.
Eu controlo porque o AMO!
Controlar o diabetes não é opcional é prova de amor.
Assim como desejamos um futuro brilhante para nossos filhos também devemos desejar um futuro sem sequelas, exatamente na mesma proporção.”

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13 pensamentos sobre “1 ano e 7 meses de Diabetes – Parabéns!

  1. A gente fica pensando que é horrível ficar na UTI, hospital, mas aprender tudo assim, quase sozinha, também não me parece muito fácil. Continuo dizendo, a gente tem a maior força do mundo e uma família incrível, que pode ter mil defeitos, mas tem também um milhão de qualidades, e a principal é nos apoiar muito, né?!?! Bjos e parabéns por tudo!

    • Pois é…. não tinha pensado nisso. A UTI deve ser péssima mas ensina, né.
      Mas eu sempre fui de fazer tudo sozinha. Sempre me virei sozinha. Acho que esse jeito das coisas acontecerem foi só uma consequencia do meu jeito de ser.

      E eu não reclamo mais da minha família! Não tenho esse direito! rssss

  2. Incrível td isso. Parece loucura mais sempre é mto lindo ler blogs tão humanos como esse.
    Para mim é um site. Fico me imaginando no lugar de vcs e me emociono muito.
    Sou suspeita pq ja sou fã da Nicole, mas acho que cada vez que entendo mais o diabetes, principalmente o Mellitus, cresço.
    Vocês mães-anjo são grandes exemplos para suas filhas e filhos.
    Na vida tudo se repete mesmo. Mas o conhecimento que estou tendo é incrível, a coragem em falar de forma clara, de filhos, do dia-a-dia.
    Antigamente não era tão comum, as pessoas meio q não comentavam muito, na minha família por exemplo era algo q n se falava detalhes, eu passava FDS na casa de minha tia, sempre comia alimentos integrais e sem açúcar, pois a família toda fazia, eu sabia que ela tinha, assim como outros tios, mas não se falava no muito assunto, imagina se fosse do filho deles. Divulgar é para os fortes, isso ajuda muito a todos, e mamães or ae, qto eu puder divulgar esse blog, eu divulgarei. Simples e verdadeiro.
    Adoro ler o que vcs escrevem e aprendo de td um pouco, parabéns a todas vcs mães-anjo.

    • É… não se falava mesmo… e eu não entendo a vergonha que algumas pessoas sentem.

      Eu teria vergonha, como já cansei de falar, de ter uma doença sexualmente transmissivel, por exemplo…..

    • Obrigada Larissa… força pra vc também na sua luta com a Hipoglicemia.. que é ainda menos divulgada que o diabetes…

  3. Nem preciso dizer que to aqui com a cara inchada de tanto chorar……
    Achei assim maravilhoso, não escreveria tão bem como vcs o que sinto em relação a esse Diabete, nem o que passamos com meu filho todos dias.
    Mas me sinto segura e cresço a cada dia com suas palavras sabendo que não estou sozinha

  4. É verdade! Há diabéticos que têm vergonha de falar que são diabéticos. Mas esses espaços são excelentes! Poder compartilhar é fundamental e já que um dos problemas do diabetes é a deseinformação, aqui a conversa já é outra! Há três anos qdo fiquei diabética encontrei o blog da Luciana e desde aquele tempo tornou-se parte de mim ler e participar dos fóruns e deixar meus comentários.
    Já vi de tudo no blog da Lu. No início tinha muitos recados de jovens desesperados, suplicando ajuda, pq não estavam conseguindo controlar a glicemia. E como é bom quando alguém entra lá e deixa uma mensagem de apoio. São palavras de empatia e carinho.
    E sobre este site, sempre fico emocionada ao ler relatos como ao da Vittória. Fico imaginando qdo for maior e tiver livre acesso à internet e poderá ela mesma dar continuidade a este blog. É incrível. Tb acho lindo o que a Nicole faz por aqui. É uma prova de amor!

  5. Nossa!!!
    Nem precisa dizer que me emocionei mais uma vez,
    Lembrei de quando o medico me tirou da UTI e me levou pra uma salinha pra conversar…
    é como ver fotos de meus filhos bebês, sabe que eu choro? se ver videos então… desabo, sou chorona.
    Amor é tudo pra mim, é a base de todas as atitudes e temos certeza que temos amor de sobra pra sustentar essa luta.
    Adorei.
    Bjs

  6. Oi Nicole, eu te conheci na ADJ a um mês atráz, e fiquei muito interessada qd vc disse que poderia me ajudar a conseguir insulina para caneta gratuitamente. Minha filha chama-se Eduarda e tem Diabetes a 3 anos, as fitas eu ja consigo gratuitamente no posto mais as insulinas para caneta e as agulhas de caneta não.Se vc puder me ajudar a resolver isso serei eternamente grata.

  7. oi nicole meu nome é regina e assim como vc tenho um filho diabetico, descobri a doença ele tinha 8 anos hoje ta com 13, e so agora ele vai fazer o uso da bomba, ele usa as canetas e foi atraves da patricia da medtronic que entrei no teu blog, fikei muito comovida com teus depoimentos passa um filme na cabeça da gente, e é interesante porque quando vc acha que sabe td sempre aparece algo novo, não é mesmo
    e acho que adolocencia é a pior fase….
    mas estamos ai e parabens pela iniciativa de criar um blog
    Regina

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