Minha Filha Diabética

Uma vida mais doce após o diabetes tipo 1!

Diabetes, e agora? *

20 Comentários

*artigo enviado pelas novas colaboradoras do blog: Katia Regina Antunes Martins – Psicóloga, Terapeuta individual, de casal e família e Olga Elena Fenjves Joveleviths – Médica, Terapeuta individual, de casal e família que eu conheci na ADJ no Grupo de apoio a familiares e portadores de diabetes. Esses artigos se encontrarão também na Página Colaboradores .

Diabetes, e agora?

Descobrir que um membro da família tem uma doença que irá exigir controle para o resto da vida, afeta a todos de alguma forma.

A família nas fases de relativo equilíbrio, se organiza do seu jeito, sem ter que pensar muito nele, de repente se depara com muitas mudanças. Pode haver muita dor, revolta, sensação de injustiça, e às vezes tudo o que já funcionava parece não funcionar mais.

A doença, embora crônica, pode se apresentar de forma abrupta exigindo dos portadores e familiares mudanças e adaptações rápidas. Nesse primeiro momento, o esforço é para vencer os desafios que a doença impõe, é um mundo novo de diagnósticos, procedimentos, medicamentos, exames periódicos e nessa fase aguda é necessário dar conta dessas tarefas.

Passado o susto, começa a fase na qual a família irá desenvolver recursos para lidar com o diabetes. No início as pessoas podem ser atormentadas por várias dúvidas do tipo: Será que o diabetes pode ter sido desencadeado por um stress emocional?

Porque isto aconteceu conosco?

Onde foi que eu errei? Será que eu não poderia ter evitado?

E agora? Como cuido de tudo para não correr mais riscos?

Então, além de aprender a lidar com o diabetes a família precisará se deparar com outras questões que poderão facilitar ou dificultar a adaptação à nova situação. Essa adaptação é um processo longo e importante.

É preciso se organizar para cuidar não só do diabetes, mas da vida, ou seja, das relações entre os familiares, do trabalho, da escola, do lazer, dos passeios, das festas e das demandas de todos os membros da família.

Serão necessárias mudanças nos papéis e nas tarefas de cada um, e muitas vezes a família não se dá conta ou sequer imagina como cuidar dos relacionamentos que se transformaram após a descoberta da doença.

As mudanças que se fizeram necessárias não puderam ser questionadas ou pensadas. Abrir espaço para compartilhar os medos, as decepções e trabalhar para que a doença não ocupe um espaço maior do que o necessário no cotidiano é o novo e constante desafio para a família.

Acreditamos que ampliar a rede envolvida e entrar em contato com pessoas que viveram situações semelhantes, pode ajudar a abrir caminhos para situações que até então eram vividas como “becos sem saída.”

Katia Regina Antunes Martins- Psicóloga, Terapeuta individual, de casal e família.

Olga Elena Fenjves Joveleviths- Médica, Terapeuta individual, de casal e família.

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20 pensamentos sobre “Diabetes, e agora? *

  1. Nicole,

    Mãe já nasce leoa, e você é assim, meus parabéns pela maneira como você vem conduzindo o tratamento de sua filha, linda, estamos chegando perto da cura, muita sorte, carinho, amor e força para você.

    Bjos

    De seu amigo

    Athayde

  2. Parabéns amiga, colaboradores desse nível são super importantes para quem está nessa nossa jornada! Vou colocar no blog do Gui, ok??
    BJao

  3. Hoje, eu ja não sinto tanto o impacto do diagnostico, mas num primeiro momento é assustador, tenho um relato real numa revista que ganhei de um medico, é lindo, vou ver se encontro e te envio.
    é tudo isso que está escrito, só que em historia contado por uma mãe, foi lendo que percebi, que não era a unica a me sentir assim.
    Ontem tentei conversar com uma mãe com recente diagnostico, sugeri nossos blogs pra ela ler, foi muito triste ouvir:
    -Eu não aceito furar meu filho varias vezes ao dia, eu não aceito ter que obrigar meu filho a comer o que ele não quer, eu não aceito ter que controlar meu filho o dia todo. “Meu filho ja está VICIADO em insulina”
    O Igor ouviu toda a conversa, depois me disse assim:
    -Mãe, esse menino pode trocar de mãe??? Ele precisa de alguém pra cuidar dele.
    É isso Nic, a informação ainda é o melhor remedio, espero de coração que ela nos leia e mude de ideia.

    • É muito triste mesmo. Mas a gente sabe que existem algumas fases que as pessoas passam quando alguma doença grave/crônica aparece ou outra situação complicada… tem a fase da negação, que me parece ser a dessa mãe, a fase do medicamento alternativo, onde tentamos tantas outras técnicas pra melhorar o tratamento/controle e enfim a aceitação, que demora mais pra uns e menos pra outros…
      Certamente essa mãe aceitará a doença em algum momento… vamos dar tempo ao tempo e tempo a ela…

  4. Oi, Nicole! Eu, de novo! Adorei a arte lá em cima. Ficou uma graça! Beijos.

  5. Oi Nicole,
    Através do blog de uma amiga, que é diabética, cheguei ao seu.
    E encontrei-o num bom momento, pois uma criança que eu amo muito está com suspeita de diabete (fará os exames esta semana).
    Enfim, me emocionei muito, pois é lindo ver a maneira como você lida com a(s) sua(s) filha(s). O modo como a Vittória está se dando conta da sua condição é muito bonita. Por alguns pode ser considerado um amadurecimento prematuro, mas é necessário e ela tem lidado muito bem.
    O vídeo dela ensinando (mostrando) como confere a taxa de glicose é super fofo.
    Parabéns por ensinar as suas filhas desde a cedo a ter uma vida melhor e mais saudável (ah! se todos fossem assim)!
    Como psicóloga, me encanta ver que você percebe que às vezes um doce pode significar não só um pouco mais de insulina hoje, mas também traz a sensação de pertencimento ao grupo.
    Acho que você está fazendo um “trabalho” bem equilibrado nos podes e não podes da diabete.
    Aprendi muito com você hoje!
    Beijinhos

    • Obrigada pelo feedback Carol…. Confesso que fiquei com vontade de estudar Psicologia pra trabalhar com crianças diabéticas e seus familiares !!!
      Caso o diagnóstico se confirme.. peça pra mãe dessa criança passar por aqui. Ou faça você mesma essa ponte.
      Aguardo vc semana que vem pra nos dizer o resultado dos exames!

  6. Muito bom o artigo, de extrema importância o apoio da família, dos companheiros…a aceitação da doença também passa por eles… é um momento difícil, porém com amor, carinho e informações é possível conviver melhor com tudo isso! Parabéns pelo Blog… e pelas informações tão boas.
    Beijos
    Elisa

    • Que bom que gostou! Espero você sempre por aqui, tá!!
      E visitarei seu blog também!!!
      Beijo

      • Confesso que seu blog será muito utilizado em meus atendimentos… como psicóloga infantil, lido também com famílias e tudo o que envolve esta doença chamada diabete…além de ser diabética eh claro… amei conhecer um pouco desta “mãe” tão presente e motivada no tratamento da filha… tenha certeza de que tudo isso ajuda e muito as suas filhas 🙂

  7. Nic
    nossa que bom essa colaboracao hein ,de extrema importancia ,eu pesno assim informacao e sempre vinda .Parabens por estar ajudando tanta gente .
    bjim

  8. Parabéns pelo blog, Nicole! É a partir de exemplos como o seu que muitas pessoas encararão a diabetes com um outro olhar!
    Abraços!

    • Tenho uma amiga em Brasilia com um filho diabetico, me procure no facebook Minha filha diabetica SP ou no orkut Nicole Lagonegro E a gente comea a fazer contato

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